O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), defendeu que jovens possam trabalhar legalmente a partir dos 14 anos como forma de afastá-los da criminalidade e garantir oportunidades de futuro. A declaração foi dada após o Ministério Público do Trabalho (MPT) abrir uma investigação contra ele por suposta “apologia ao trabalho infantil”. A denúncia foi apresentada pela Frente Parlamentar Mista de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem, presidida pelo deputado federal Túlio Gadêlha.
Nas redes sociais, Zema rebateu as críticas e afirmou que muitos adolescentes acabam vulneráveis à informalidade e ao aliciamento por facções criminosas por falta de acesso ao mercado de trabalho.
“A companheirada do PT agora decidiu me perseguir. Eu quero SIM que jovens a partir de 14 anos possam trabalhar. Para construir caráter e ter oportunidade de futuro. É o que acontece nos países desenvolvidos”, declarou.
O governador também criticou o atual modelo do programa Jovem Aprendiz, classificando-o como burocrático e restritivo. Para Zema, a dificuldade de inserção dos adolescentes no mercado formal contribui para que muitos acabem sem perspectivas.
“No Brasil real os jovens só têm 2 caminhos: a informalidade ou as facções. O programa jovem aprendiz é burocrático e restritivo. Comigo, isso acaba”, afirmou o governador, que ainda criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao escrever: “Que tal patrulhar as ruas em vez de perseguir opositores?”.
Rodrigo Mendes
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