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André Mendonça abrirá procedimento para apurar troca de delegado da PF no caso Lulinha

Segundo a CNN, o magistrado considerou insuficientes as explicações apresentadas pela corporação.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, deve abrir um procedimento para investigar as circunstâncias da substituição do delegado da Polícia Federal responsável pelo inquérito que apura fraudes no INSS e no qual Fábio Luís Lula da Silva é citado. Segundo informações divulgadas pela CNN, o magistrado considerou insuficientes as explicações apresentadas pela corporação sobre a mudança realizada sem comunicação prévia ao relator do caso.

De acordo com a reportagem, Mendonça demonstrou preocupação com a possibilidade de interferência política nas investigações envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro também deve reforçar o controle sobre o compartilhamento de informações do inquérito, restringindo o acesso aos dados apenas a investigadores diretamente ligados às diligências, em uma tentativa de evitar vazamentos e pressões externas.

Foto: Luiz Silveira/STFMinistro André Mendonça
Ministro André Mendonça

Ainda conforme a CNN, o ministro tomou conhecimento da troca do comando da investigação durante audiência com o advogado de um dos investigados. Incomodado com a situação, Mendonça se reuniu posteriormente com integrantes da força-tarefa para buscar esclarecimentos e conhecer a nova equipe responsável pelo caso. Apesar das justificativas apresentadas, o relator não teria identificado motivos suficientes para a substituição.

A mudança ocorreu após a PF transferir o inquérito da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq), o que resultou na saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da condução do caso. Em nota, a corporação afirmou que a alteração buscou garantir “maior eficiência e continuidade às investigações”. A troca também ocorreu em meio a reclamações da defesa de Lulinha sobre vazamentos de informações da investigação e gerou críticas de parlamentares da oposição, que defendem a convocação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

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