A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua superior à aprovação, mas a diferença entre os dois indicadores caiu para apenas um ponto percentual, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10). O levantamento apontou que 48% dos entrevistados desaprovam a gestão federal, enquanto 47% aprovam o governo. Em comparação com a pesquisa realizada em maio, a desaprovação recuou um ponto percentual e a aprovação avançou um ponto, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho em 120 municípios brasileiros. O estudo possui nível de confiança de 95% e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-07661/2026. O levantamento também mostrou que a avaliação negativa do governo permanece acima da positiva. Atualmente, 38% classificam a gestão como negativa, ante 39% em maio, enquanto a avaliação positiva ficou em 34%, mesmo percentual da pesquisa anterior. Já a avaliação regular passou de 25% para 26%.
Segundo o pesquisador Felipe Nunes, diretor-presidente da Quaest, alguns fatores contribuíram para a melhora dos indicadores do governo. “Essa melhora no cenário para o presidente Lula tem três explicações complementares: primeiro, os efeitos da isenção do imposto de renda continuam a aumentar mesmo que marginalmente. Segundo, o novo Desenrola já fez cair o percentual de brasileiros que se diziam com muitas dívidas (de 28% para 23%), enquanto foi para 30% o percentual de quem diz que não tem mais dívidas. E, terceiro, a circulação de notícias positivas sobre o governo Lula continua aumentando”, afirmou.
Os dados regionais indicaram que a desaprovação é maior nas regiões Sul, onde alcança 63%, Sudeste, com 51%, e Centro-Oeste/Norte, com 50%. O Nordeste foi a única região em que a aprovação superou a desaprovação, chegando a 61%. Entre os entrevistados que se declararam independentes politicamente, 47% desaprovam o governo e 41% aprovam. O levantamento também mostrou diferença entre os gêneros, com desaprovação de 53% entre os homens e aprovação de 49% entre as mulheres.
A pesquisa apontou ainda que a desaprovação ao presidente chega a 60% entre os evangélicos. Em meio a esse cenário, o PT divulgou nesta semana a carta intitulada “Acreditamos em um Brasil onde a política esteja a serviço da vida”, voltada ao público evangélico. “Os governos do PT nunca se opuseram às igrejas, sempre tiveram uma postura de respeito e de reconhecimento da importância e do papel da Igreja Evangélica”, destacou a legenda no documento divulgado.
Davi Fernandes
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