Na última quarta-feira (03), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, assinou a decisão que negou pedido da oposição para impedir o ministro Nunes Marques de decidir sobre CPI do Master. Divulgada nesta sexta (05), a ação foi movida pelos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (Novo-CE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM).
A oposição sustentava o argumento de que o magistrado possui uma “relação íntima e notória” com alvos da Operação Compliance Zero, que mira o Banco Master.
Fachin argumentou a “intempestividade” para rejeitar o afastamento do ministro, ou seja, o pedido foi apresentado fora do prazo legal estabelecido pelo Regimento Interno do STF (RISTF).
Segundo o artigo 279 da norma interna, a suspeição de um relator deve ser suscitada em até cinco dias após a distribuição do caso.
Embora o processo tenha sido distribuído a Nunes Marques em 26 de março de 2026, a arguição de suspeição só foi protocolada pelos parlamentares em 12 de maio.
Para os senadores da oposição, haveria um conflito de interesses de Nunes Marques, já que a CPI pretende investigar justamente a rede de influência de Vorcaro.
Com colaboração da repórter Juliana Andrade
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