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Teresina - Piauí

Esposa de policial penal desabafa após Justiça soltar motorista que atropelou marido e filha em Teresina: "revoltante"

Júlio Cesar Carvalho Neu chegou a ser preso, mas foi solto após pagar fiança de R$ 10 mil.

Ana Cassimiro Furtado, esposa do policial penal Gilvan Furtado Leite, afirmou que ele permanece entubado no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), e que o estado de saúde dele é grave. O policial e a filha, Geanne Cassimiro Furtado, foram atropelados na noite do último sábado (06) por um motorista embriagado no Loteamento Bela Vista, na zona sul de Teresina. As vítimas estavam em uma motocicleta quando foram atingidas pelo carro conduzido por Júlio Cesar Carvalho Neu, que chegou a ser preso, mas foi solto após pagar fiança de R$ 10 mil.

Em entrevista ao GP1, Ana Cassimiro afirmou que a decisão proferida pelo juiz Muccio Miguel Meira é “revoltante”. “É bem revoltante essa situação. O que esse motorista fez, em alta velocidade e na contramão, jogou o carro para cima da minha filha e do meu esposo. E agora, depois de pagar uma fiança de R$ 10 mil é solto. É muito triste, é lamentável”, declarou a esposa de Gilvan.

Geanne Castro, filha do policial penal, estava na garupa da motocicleta no momento do acidente. Ela é diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), e, segundo a mãe, os passeios de moto com o pai faziam parte da rotina. “O passeio de moto com ela era feito todos os dias, no mesmo horário, antes dela dormir. E era tranquilizante para a minha filha. No dia do acidente, eles fizeram um percurso perto de casa, e foi quando o motorista bateu neles. Ela é autista nível 3, é severo o autismo dela”, disse a mãe.

O policial penal permanece intubado, enquanto a filha está internada no Hospital Santa Maria para acompanhamento médico. Enquanto isso, Ana Cassimiro se desdobra para cuidar dos dois.

Soltura de motorista

Júlio Cesar Carvalho Neu apresentava sinais de embriaguez quando atropelou Gilvan Furtado e a filha, Geanne Furtado. Ele foi preso e submetido a audiência de custódia nesse domingo (07), ocasião em que o juiz Muccio Miguel Meira lhe concedeu liberdade provisória mediante o pagamento de R$ 10 mil. O valor poderá ser destinado à vítima que sofreu os ferimentos mais graves, para auxiliar no custeio de medicamentos e procedimentos médicos.

Foto: GP1Júlio Cesar Carvalho Neu
Júlio Cesar Carvalho Neu

O magistrado reconheceu a legalidade da detenção e a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade do crime de lesão corporal culposa grave na direção de veículo automotor com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool. Na análise do juiz, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão suficiente para garantir o andamento do processo e evitar novos delitos.

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