A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta terça-feira (09), o pedido de liberdade apresentado pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa no âmbito da Operação Vérnix, que investiga supostos crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro ligados à facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
Por decisão unânime, os ministros entenderam que o STJ não deve se antecipar ao julgamento do mérito pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que já havia mantido a prisão da influenciadora. Segundo o colegiado, conceder a liberdade neste momento configuraria supressão de instância, já que o caso ainda não foi analisado de forma definitiva pela corte paulista.
A defesa de Deolane, representada pelo advogado Aury Lopes, argumentou que a prisão é desnecessária e não atende aos requisitos para a manutenção da ordem pública. Após o julgamento, o advogado classificou a medida como ilegal e afirmou que irá demonstrar que sua cliente não integra organização criminosa nem praticou os crimes investigados.
Deolane Bezerra foi presa durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo. As investigações apontam uma suposta ligação da influenciadora com pessoas próximas a Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder do PCC, entre os anos de 2022 e 2024.
A influenciadora nega envolvimento com a facção criminosa e sustenta que sua relação com integrantes do grupo ocorreu exclusivamente no exercício da advocacia, alegando ainda que foi presa enquanto desempenhava suas funções profissionais.
Jeyson Moraes
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