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Vazamento de gás em fábrica de Manaus leva 414 pessoas a atendimento médico

Maioria teve sintomas leves; prefeitura aplicou quase R$ 10 milhões em multas à empresa.

Um vazamento de gás estireno registrado em uma fábrica do Distrito Industrial de Manaus fez com que 414 pessoas procurassem atendimento médico. O incidente ocorreu no fim da tarde da última quarta-feira (15), em uma unidade da petroquímica Innova, e o balanço reúne os atendimentos realizados até as 15h de sexta-feira.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, 200 pacientes foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e atendidos em hospitais da rede particular, outros 157 em prontos-socorros e unidades públicas de urgência, enquanto 57 buscaram assistência em unidades municipais de saúde.

A maior parte dos pacientes apresentou sintomas considerados leves, como irritação nos olhos e desconforto respiratório, sendo liberados após atendimento. Duas pessoas continuavam internadas, uma delas em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Também foi registrada uma morte, mas as autoridades informaram que ainda apuram se o óbito tem relação com o vazamento.

Em nota divulgada neste domingo (19), a Innova informou que a temperatura do tanque permanece estabilizada e que não há mais emissão de vapores.

A empresa também negou a existência de fissuras no equipamento e afirmou que uma vistoria técnica realizada em conjunto com os órgãos responsáveis não identificou rachaduras na estrutura.

Diante da ocorrência, a Prefeitura de Manaus decretou estado de alerta e instalou um gabinete de crise para monitorar a situação. As autoridades orientaram moradores e trabalhadores da região a evitarem a área afetada e procurarem atendimento médico caso apresentassem sintomas.

O município ainda aplicou duas multas à empresa. A primeira, no valor de 30 mil Unidades Fiscais do Município, equivalente a R$ 4,55 milhões, foi motivada pela emissão de gases e pela poluição do ar. Já a segunda penalidade, de 35 mil Unidades Fiscais, corresponde a R$ 5,34 milhões e foi aplicada por danos ambientais relacionados à contaminação do solo e de um corpo hídrico.

Somadas, as multas chegam a quase R$ 10 milhões. A empresa ainda poderá apresentar defesa e encaminhar os laudos técnicos solicitados pelos órgãos competentes. Equipes da Prefeitura, da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros atuaram no resfriamento do tanque para evitar novas reações químicas. Como medida preventiva, dez escolas municipais localizadas nas proximidades da fábrica tiveram as aulas suspensas.

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