O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a criticar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, durante uma transmissão ao vivo realizada nesta quinta-feira (23). Na ocasião, o parlamentar afirmou que a atual gestão da corporação compromete sua autonomia.
Segundo Flávio, o comando da Polícia Federal estaria subordinado ao governo federal. "O que aconteceu a partir do governo Lula é algo nunca antes visto na história do Brasil, começando pelo chefe da Polícia Federal, alguém que está ali, pau-mandado do Lula. Claramente não deixa que a Polícia Federal exerça a sua autonomia", declarou.
O senador ressaltou que as críticas são direcionadas apenas à direção da instituição e não aos policiais federais. Durante a transmissão, também afirmou que sofre uma perseguição semelhante à que, segundo ele, atinge o ex-presidente Jair Bolsonaro.
"A perseguição é desproporcional. Não adianta eu ficar me explicando ponto a ponto cada vez que me acusam de alguma coisa porque não tem nada, mas cria-se essa atmosfera. Não sou investigado em absolutamente nada. É só a imprensa me julgando e me condenando todos os dias, 24 horas por dia", disse.
Recusa à segurança da Polícia Federal
As declarações reforçam a decisão anunciada pelo senador no último domingo (19), quando informou que não aceitará a equipe de segurança disponibilizada pela Polícia Federal durante a campanha presidencial.
Em publicação na rede social X, Flávio afirmou que continuará utilizando exclusivamente a estrutura da Polícia do Senado Federal, responsável por sua proteção desde o início do mandato.
Ao justificar a decisão, o parlamentar disse temer a presença de "infiltrados" em sua campanha.
"Além disso, não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha", escreveu.
O senador também defendeu que os policiais federais destinados à segurança de candidatos sejam empregados em investigações relacionadas a fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segurança reforçada
Na quarta-feira (22), Flávio Bolsonaro anunciou o reforço de seu esquema de segurança após, segundo sua equipe, um levantamento apontar mais de 2 mil ameaças contra sua vida e integridade física.
Entre as medidas adotadas estão o uso diário de colete à prova de balas, ampliação da equipe de escolta e a implantação de um centro de monitoramento com funcionamento ininterrupto.
De acordo com a assessoria do senador, a segurança continuará sendo realizada exclusivamente pela Polícia do Senado Federal, que utilizará veículos blindados, equipamentos de monitoramento e estrutura especializada durante toda a campanha eleitoral de 2026.
Juliana Andrade
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