Fechar
GP1

Ciência e Tecnologia

Brasil registrou 26 tremores de terra apenas no mês de março

O levantamento foi feito pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília.

Na manhã de segunda-feira (2) várias pessoas entraram em pânico ao sentirem tremores de terra em algumas cidades do Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país. Os abalos foram consequência de um terremoto de escala 6.8 na Bolívia.

A Universidade de Brasília (UnB), por meio do Observatório Sismológico (Obsis) fez um levantamento e descobriu que apenas no mês de março o Brasil já registrou 26 tremores de terra. Apesar de comuns, esses abalos não oferecem riscos.

“O Brasil está localizado bem no meio da placa tectônica, por isso não ocorrem terremotos com magnitudes tão grandes quanto os de outros países da América Latina”, afirmou o sismólogo do Obsis, Juraci Carvalho.

  • Foto: Facebook/Observatório Sismológico UnBObservatório Sismológico da UnBObservatório Sismológico da UnB

O sismólogo disse ainda que muitas das vezes os tremores, que são provenientes da colisão entre placas tectônicas, acontecem em áreas pouco habitadas e por isso a população não toma conhecimento, já que não são noticiados.

Segundo a pesquisa, no mês de março aconteceram tremores com magnitude de até 4,3 na escala Richter. Em 1955 foram registrados dois tremores com magnitude acima de 6, um no Mato Grosso e um no Espírito Santo.

Bolívia

Por conta do terremoto que atingiu a Bolívia na manhã de segunda (2), prédios no Brasil balançaram e tiveram de ser evacuados às pressas. “Os prédios bem altos funcionam como pêndulos quando esses tremores acontece, fazendo com que os andares mais altos balancem levemente. Ainda assim, para isso acontecer, é necessário que eles estejam em uma posição muito específica, orientados exatamente na direção do evento”, explicou Juraci Carvalho.

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.