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Ciência e Tecnologia

Novo medicamento contra HIV dá 100% de proteção às mulheres, aponta estudo

O medicamento é aplicado uma vez a cada seis meses, e assim promove proteção total contra o vírus.

Resultados de um amplo ensaio clínico realizado na África mostraram que uma nova injeção antiviral alcançou uma eficácia de 100% contra o vírus HIV em mulheres jovens. O medicamento é aplicado uma vez a cada seis meses, e assim promove proteção total contra o vírus.

O estudo, conduzido pela empresa farmacêutica Gilead, mostrou que o medicamento chamado lenacapavir, administrado semestralmente, impediu completamente a infecção pelo HIV em mulheres cisgêneras. Os resultados da pesquisa foram anunciados na última quinta-feira, 20 de junho.

“Depois de todos os nossos anos de tristeza, especialmente com vacinas, isso é realmente surreal”, afirmou a pesquisadora Linda-Gail Bekker, em entrevista ao jornal The New York Times.

O estudo Purpose 1 envolveu cerca de 5,3 mil mulheres com idades entre 16 e 25 anos. Entre as participantes que receberam lenacapavir, que era o foco do estudo, nenhuma das 2.134 mulheres foi infectada pelo HIV. Em contraste, 16 das 1.068 mulheres que tomaram o comprimido diário Truvada, há muito tempo usado como profilaxia pré-exposição (PrEP) para o vírus, foram infectadas. Além disso, 39 das 2.136 mulheres que receberam um comprimido diário mais recente chamado discovery desenvolveram HIV.


Lenacapavir pode se tornar PrEp para as mulheres

Esses resultados são promissores e podem abrir caminho para que o lenacapavir possa se tornar uma opção de PrEP para mulheres em risco de infecção pelo HIV. Se confirmados, em um segundo estudo, esses números representam um avanço significativo na prevenção do vírus e podem ter impacto positivo na saúde das mulheres em todo o mundo.

Um estudo paralelo está sendo conduzido em seis países para avaliar a eficácia do lenacapavir em grupos mais diversos, como homens que fazem sexo com homens, pessoas transgêneros e usuários de drogas injetáveis. A Gilead Sciences planeja divulgar os resultados deste estudo até o final de 2024.

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