"Puxa-sacos" proliferam nas repartições públicas do Piauí

Estudiosos do comportamento humano estão preocupados com a proliferação de uma "espécie" que tem inundado as reapartições públicas brasileiras: é o "puxa-saco", um indivíduo cuja principal característica é a apresentação de uma inesperada reação de "carinho" e "devoção" a pessoas detentoras de poder econômico e político mesmo que não tenha com elas qualquer relação de parentesco ou amizade de infância.

O "puxa-saco" também é encontrado nas empresas privadas e em muitas famílias, mas está na repartição pública a sua principal fonte de alimentação cujos nutrientes são indicados pela hierarquia vigente. Ele tem uma forma de se adaptar ao meio em que vive por mais dificuldades que lhe possam surgir pelo caminho.

No Piauí, os estudiosos consideram que há uma verdadeira epidemia de "puxa-sacos" e suas investigações científicas se aprofundam particularmente nos exemplares que ultrapassaram todas as expectativas de adaptação a condições adversas, ou, em outras palavras, a governos anteriormente adversos.

Há casos de "puxa-sacos" que, para se manter no poder, foram capazes de fazer incursões ao inimaginável. Um deles, por exemplo, conseguiu exercer o puxasaquismo "bilateral" na última eleição: colocou a mulher a serviço de um oposicionista com perspectiva de poder ao mesmo tempo em que ingressava na situação confortável de assessor do novo governador, num repentino acesso de "afetividade" e "devoção" ao novo “Senhor da Senzala”.

Espécie rara do "puxa-saquismo", deu o toque final: transformou em "socialistas" as não muito democráticas idéias do passado recente e bradou gritos de revolta contra os adversários do novo senhor nas emissoras de rádio durante a campanha. É sem dúvida um exemplar raro e por isso até hoje os bascos lamentam a oportunidade que deram de se aprofundar nos estudos.

Os estudiosos estão prestes a concluir que a tão decantada fidelidade canina do "puxa-saco" é muito relativa, depende mais do poder que lhe derem como alimento. Existem pessoas que se eternizam como puxa-sacos.

Os mais capacitados pesquisadores da espécie já concluiram que o puxa-saco geralmente é muito inseguro com relação ao seu futuro. E o mais interessante: todo puxa-saco é arrogante e manipula aqueles que puxam o seu-saco.

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Sobre o autor

Herbert Sousa é jornalista. Contato: (86) 9 8806-8907 / (86) 9 9436-9811