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Economia e Negócios

Bancos da França têm dificuldades para financiar compra de aviões

Ele afirmou que nas crises financeiras de 2008 e 2009 a EADS definiu o teto para essa ajuda de financiamento em 1 bilhão de euros - verba que nunca chegou a ser alcançada.

Os bancos da França estão tendo dificuldades para financiar a compra de aeronaves pelas companhias aéreas, um mercado que é amplamente dominado por transações em dólar, disse Louis Gallois, presidente mundial da EADS, empresa europeia que controla a fabricante de aviões Airbus e outras companhias como a brasileira Helibras, fabricante de helicópteros.

"Os bancos franceses claramente têm problemas para financiar compras de aeronaves", afirmou ele, à margem de um evento para lançar um novo think-tank (centro de estudos) francês a fim de promover a indústria do país. As declarações de Gallois ocorrem em meio a indicações dos bancos franceses de que estão planejando cortar os financiamentos em dólar, já que levantar capital em dólar tem se tornado cada vez mais difícil. Gallois disse que os bancos estrangeiros estão preenchendo essa lacuna.

A EADS possui bastante dinheiro em caixa e não está enfrentando qualquer problema no que se refere a comprar peças em dólar, afirmou. "Não estamos experimentando qualquer escassez de dólar." A EADS tem um colchão de liquidez de cerca de 12 bilhões de euros que pode acessar, se necessário, para ajudar companhias aéreas clientes da Airbus caso elas tenham dificuldades de financiamento.

No entanto, Gallois disse que essa facilidade deve ser usada com parcimônia. Ele afirmou que nas crises financeiras de 2008 e 2009 a EADS definiu o teto para essa ajuda de financiamento em 1 bilhão de euros - verba que nunca chegou a ser alcançada.

Na época, agências de crédito de exportação ligadas ao governo entraram em cena para acalmar a crise de crédito e ajudaram a financiar cerca de um terço das entregas da Airbus durante aquele período, ante um quinto atualmente.

"Estamos preparados para realizar um esforço no que se refere às nossas vendas, mas só de uma maneira razoável", afirmou Gallois. "Podemos aumentar nossos esforços, mas há limites que não podemos ultrapassar."

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