Os Estados Unidos estão muito perto de um acordo sobre o teto da dívida, uma vez que a administração Barack Obama está inclinada a aceitar um acordo de curto prazo. Mas ainda que o teto seja elevado, o mercado financeiro terá "muita azia", pois o país não está fora de perigo e pode ter a classificação soberana rebaixada pelas agências de rating, adverte o economista-sênior da consultoria Decision Economics, Cary Leahey.
O analista avalia que as agências de rating podem reduzir a classificação dos Estados se entenderem que o nível da dívida em relação ao PIB ainda permanecerá elevado após o acordo ou se não houver um plano significativo de redução do déficit fiscal para os próximos anos. "Se os EUA forem rebaixados da forma como o Canadá foi em 1994, de AAA para AA, não é o fim do mundo, pois o mercado de títulos do país é muito líquido e necessário para inúmeras transações. Então, depois de um ataque cardíaco de sete segundos a sete minutos, o mercado se acalmaria". Um colapso amplo dos mercados seria evitado, acredita Leahey, porque o país continuaria sendo AA. O problema é o que aconteceria com os fundos mútuos que, por razões de estatuto, são obrigados a ter em sua carteira de investimentos grandes posições em títulos AAA. "Provavelmente haveria uma retração no mercado acionário (dos EUA) de 5% a 10%", diz.
Leahey estima que os EUA estão muito perto de um acordo para o teto da dívida. A Casa Branca, prossegue ele, finalmente se aproximou das lideranças dos dois partidos para pressionar os republicanos mais conservadores na Câmara, com respeito a um pacote abrangente que poderia incluir aumento de imposto. O ponto difícil é que diversos lideres se recusam a aceitar qualquer forma de elevação de impostos, mesmo se houver menor carga tributária, ou seja, que se fechassem buracos e se obtivesse mais receita por meio de taxas menores com uma base maior de arrecadação. "A questão tem sido a intransigência dos republicanos", disse o economista, ao AE Broadcast Ao Vivo. "Então, o presidente Obama está tentando encontrar mecanismos para ampliar o teto por uma semana, duas semanas ou um mês, se este acordo de curto prazo for amplo, da ordem de US$ 4 trilhões ao longo de 10 anos". A questão é que embora o país esteja perto de um acordo, o analista reconhece que a intransigência dos republicanos pode forçar o acordo a sair no último minuto.
Se o relógio bater meia-noite em 2 de agosto e não houver uma ampliação do teto da dívida ainda que por 48 horas ou uma semana, o Tesouro pode vender ativos, como ouro e petróleo, acrescenta ele. O Tesouro optaria por vender ativos em vez de dar o calote. "Timothy Geithner começaria a vender coisas que mantém em estoque". Cary Leahey cita ainda que entre as ferramentas disponíveis ao Tesouro está a opção de fazer pagamentos seletivos. Mas estes pagamentos podem ser complicados e conduzir a uma recessão se o processo durar mais de algumas semanas, disse.
O analista avalia que as agências de rating podem reduzir a classificação dos Estados se entenderem que o nível da dívida em relação ao PIB ainda permanecerá elevado após o acordo ou se não houver um plano significativo de redução do déficit fiscal para os próximos anos. "Se os EUA forem rebaixados da forma como o Canadá foi em 1994, de AAA para AA, não é o fim do mundo, pois o mercado de títulos do país é muito líquido e necessário para inúmeras transações. Então, depois de um ataque cardíaco de sete segundos a sete minutos, o mercado se acalmaria". Um colapso amplo dos mercados seria evitado, acredita Leahey, porque o país continuaria sendo AA. O problema é o que aconteceria com os fundos mútuos que, por razões de estatuto, são obrigados a ter em sua carteira de investimentos grandes posições em títulos AAA. "Provavelmente haveria uma retração no mercado acionário (dos EUA) de 5% a 10%", diz.
Leahey estima que os EUA estão muito perto de um acordo para o teto da dívida. A Casa Branca, prossegue ele, finalmente se aproximou das lideranças dos dois partidos para pressionar os republicanos mais conservadores na Câmara, com respeito a um pacote abrangente que poderia incluir aumento de imposto. O ponto difícil é que diversos lideres se recusam a aceitar qualquer forma de elevação de impostos, mesmo se houver menor carga tributária, ou seja, que se fechassem buracos e se obtivesse mais receita por meio de taxas menores com uma base maior de arrecadação. "A questão tem sido a intransigência dos republicanos", disse o economista, ao AE Broadcast Ao Vivo. "Então, o presidente Obama está tentando encontrar mecanismos para ampliar o teto por uma semana, duas semanas ou um mês, se este acordo de curto prazo for amplo, da ordem de US$ 4 trilhões ao longo de 10 anos". A questão é que embora o país esteja perto de um acordo, o analista reconhece que a intransigência dos republicanos pode forçar o acordo a sair no último minuto.
Se o relógio bater meia-noite em 2 de agosto e não houver uma ampliação do teto da dívida ainda que por 48 horas ou uma semana, o Tesouro pode vender ativos, como ouro e petróleo, acrescenta ele. O Tesouro optaria por vender ativos em vez de dar o calote. "Timothy Geithner começaria a vender coisas que mantém em estoque". Cary Leahey cita ainda que entre as ferramentas disponíveis ao Tesouro está a opção de fazer pagamentos seletivos. Mas estes pagamentos podem ser complicados e conduzir a uma recessão se o processo durar mais de algumas semanas, disse.
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