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Economia e Negócios

Manutenção do preço de gasolina e diesel pesou no resultado, afirma Petrobrás

Barbassa também citou outros elementos, como o aumento dos custos de produção, de refino e alta de custos com importação, com absorção dos preços altos do mercado internacional.

O não repasse da alta do petróleo no mercado internacional para os preços praticados no mercado interno foi um dos elementos que pesaram no resultado da companhia, segundo o diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa. "É um elemento, sem duvida é um elemento que pesa no resultado", disse.

Barbassa também citou outros elementos, como o aumento dos custos de produção, de refino e alta de custos com importação, com absorção dos preços altos do mercado internacional.

O executivo também disse estar confiante na capacidade de captação de recursos, a despeito da recente turbulência internacional. O executivo disse que, mesmo com a crise, espera uma melhora neste sentido, depois que a agência classificadora de risco Moodys elevou a nota da companhia de Baa1 para A3. "A gente não vê problema (de captação), esperamos melhoria para a Petrobrás", disse.

Barbassa destacou ainda que espera que a queda no preço do barril de petróleo que vem sendo verificada ultimamente represente uma tendência. Para ele, a estimativa é de que as curvas de preços dos mercados internacional e doméstico se igualem com a queda no valor do barril e a manutenção dos preços praticados pela estatal.

Segundo ele, a falta de reajuste dos principais combustíveis (gasolina e diesel) provocou um descolamento das curvas de derivados. "Houve afastamento maior, mas a curva parece que está tendendo a se igualar,com o preço caindo no mercado americano, e porque não houve neste espaço de tempo para um reajuste de preços dos principais derivados (gasolina e diesel). Parece que a volatilidade diminuiu mas vamos ver para onde vai esta curva.", comentou.

Para Barbassa, o País ficou também em desvantagem no segundo trimestre porque houve um aumento na diferença de preços entre o petróleo produzido aqui e o Brent. "A diferença existe porque o petróleo brasileiro é mais pesado. No final do quarto trimestre do ano passado estava em torno de US$ 4 e agora está em US$ 8, com o barril de petróleo nacional sendo exportado por US$ 109 ante uma média do Brent de US$ 117".

O diretor também destacou que com a alta do preço internacional do barril no mercado ao longo do primeiro semestre de 2011, houve também maior pressão sobre os custos de extração. "O preço internacional mais alto estimula a indústria a elevar preços dos bens que compramos para fazer o desenvolvimento da produção de petróleo", disse.

O custo de extração encerrou o segundo trimestre deste ano em R$ 20,93 por barril. com participações governamentais este valor chega a R$ 55,14, ante R$ 19 e R$ 50,66 respectivamente no primeiro trimestre.

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