Apesar de terem melhorado a arrecadação de impostos nos últimos anos, Estados do Norte e do Nordeste estão muito atrás dos demais quando se calcula a receita por habitante.
No ranking da arrecadação per capita, todas as 14 últimas posições são ocupadas pelas unidades federativas dessas duas regiões do País. São locais onde a população tem baixo poder de consumo, em comparação com outras regiões, e onde as estruturas de fiscalização e combate à sonegação são mais precárias.
O Nordeste é também o principal palco da chamada guerra fiscal - Estados atraem empresas com a concessão de isenções de tributos, o que compromete a elevação das receitas.
O Distrito Federal, primeiro colocado, tem receita de impostos per capita seis vezes maior que a do último, o Maranhão. Com população pequena e de alto poder de consumo, o DF tem uma situação paradoxal: é o ente que mais arrecada em termos proporcionais, mas também um dos mais dependentes do governo federal.
Desde o final de 2002, com a criação do Fundo Constitucional do Distrito Federal, a União custeia as áreas de saúde, educação e segurança pública de Brasília e das cidades-satélites. As folhas de pagamentos da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do DF são integralmente custeadas pelo governo federal. Em 2010, o pagamento desses salários consumiu mais da metade dos R$ 6,3 bilhões destinados ao fundo.
São Paulo é o segundo colocado no ranking dos que mais arrecadam por habitante. Esse alto patamar de receita ajuda a entender por que o governo paulista foi o que menos elevou suas receitas próprias nos anos Lula (2003-2010) em comparação com os anos FHC (1995-2002). “Estados mais desenvolvidos já têm um patamar altíssimo de arrecadação. Isto é, sobre uma base alta, é natural a estagnação”, avaliou o economista Felipe Santo, da empresa de consultoria
Tendências. Para José Roberto Afonso, especialista em finanças públicas, o porcentual de crescimento da receita tem importância relativa. “Não vejo nenhum mal em elevar menos a arrecadação se o Estado já arrecadava muito mais que os outros na partida.
No ranking da arrecadação per capita, todas as 14 últimas posições são ocupadas pelas unidades federativas dessas duas regiões do País. São locais onde a população tem baixo poder de consumo, em comparação com outras regiões, e onde as estruturas de fiscalização e combate à sonegação são mais precárias.
O Nordeste é também o principal palco da chamada guerra fiscal - Estados atraem empresas com a concessão de isenções de tributos, o que compromete a elevação das receitas.
O Distrito Federal, primeiro colocado, tem receita de impostos per capita seis vezes maior que a do último, o Maranhão. Com população pequena e de alto poder de consumo, o DF tem uma situação paradoxal: é o ente que mais arrecada em termos proporcionais, mas também um dos mais dependentes do governo federal.
Desde o final de 2002, com a criação do Fundo Constitucional do Distrito Federal, a União custeia as áreas de saúde, educação e segurança pública de Brasília e das cidades-satélites. As folhas de pagamentos da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do DF são integralmente custeadas pelo governo federal. Em 2010, o pagamento desses salários consumiu mais da metade dos R$ 6,3 bilhões destinados ao fundo.
São Paulo é o segundo colocado no ranking dos que mais arrecadam por habitante. Esse alto patamar de receita ajuda a entender por que o governo paulista foi o que menos elevou suas receitas próprias nos anos Lula (2003-2010) em comparação com os anos FHC (1995-2002). “Estados mais desenvolvidos já têm um patamar altíssimo de arrecadação. Isto é, sobre uma base alta, é natural a estagnação”, avaliou o economista Felipe Santo, da empresa de consultoria
Tendências. Para José Roberto Afonso, especialista em finanças públicas, o porcentual de crescimento da receita tem importância relativa. “Não vejo nenhum mal em elevar menos a arrecadação se o Estado já arrecadava muito mais que os outros na partida.
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