O indicador de evolução da produção industrial aumentou 3,6 pontos de julho para agosto, somando 54,7 pontos no mês passado, segundo informação divulgada nesta sexta-feira (21) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio de sondagem feita com o setor industrial.
De acordo com a entidade, o resultado de agosto foi o melhor do ano e se distanciou da linha de 50 pontos. Os indicadores de evolução da pesquisa variam de zero a 100 pontos. Números acima de 50 significam variação positiva. A sondagem industrial foi feita entre os dias 3 e 14 de setembro com 1.983 empresas, das quais 709 são pequenas, 759 médias e 515 grandes.
"Isso mostra que agosto teve um claro aumento da produção industrial, verificado em todos os portes de empresas", avaliou o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. Segundo ele, agosto é um mês que marca o início de um "bom período" para a indústria, que geralmente se estende até novembro por conta das encomendas de fim de ano.
Emprego, estoques e uso do parque fabril
De acordo com o levantamento da CNI, o emprego manteve-se constante em agosto, "mas deverá voltar a crescer nos próximos meses caso a tendência de crescimento da produção se mantenha". "O processo de ajustamento de estoques continua em curso, ainda que lentamente", acrescentou.
O indicador de estoques efetivo-planejado caiu de 52,2 para 51,8 pontos. No caso das grandes empresas, os estoques continuam elevados, mas também com tendência de queda: o índice passou de 54,1 para 53,5 pontos.
"Desse modo, a resposta da produção ao crescimento da demanda continua limitada pelos níveis de estoques indesejados", informou a CNI. O economista da entidade, Renato da Fonseca, alertou que a atividade da indústria está abaixo do usual para o período do ano e que os estoques continuam elevados. “A retomada do setor será gradual enquanto os estoques não forem ajustados”, explicou.
Uso do parque fabril e expectativas dos empresários
Segundo a entidade, o percentual médio de utilização da capacidade instalada (nível de uso do parque fabril) aumentou de 73% para 74% na comparação entre julho e agosto. "Não obstante, o percentual encontra-se um ponto percentual inferior ao apurado em agosto de 2011. A tendência é de redução da ociosidade, mas, assim como retratado pelos demais indicadores, de forma gradual", acrescentou.
A CNI acrescentou que um "ajuste gradual" se faz notar na utilização da capacidade instalada. "A indústria continua operando abaixo do usual, mas o indicador de UCI efetiva em relação ao usual cresceu pelo segundo mês seguido e atingiu 46,2 pontos em agosto, mais próximo da linha divisória de 50 pontos", informou.
As expectativas dos empresários da indústria mudaram pouco em relação à edição anterior da pesquisa. A previsão de demanda para os próximos seis meses ficou em 59,2 pontos em setembro (como o questionário foi respondido em setembro, ao informar as expectativas sobre o futuro a CNI considera o mês corrente), ante 58,5 pontos em agosto. Em relação ao emprego, a expectativa também é positiva e alcançou 51,8 pontos.
De acordo com a entidade, o resultado de agosto foi o melhor do ano e se distanciou da linha de 50 pontos. Os indicadores de evolução da pesquisa variam de zero a 100 pontos. Números acima de 50 significam variação positiva. A sondagem industrial foi feita entre os dias 3 e 14 de setembro com 1.983 empresas, das quais 709 são pequenas, 759 médias e 515 grandes.
"Isso mostra que agosto teve um claro aumento da produção industrial, verificado em todos os portes de empresas", avaliou o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. Segundo ele, agosto é um mês que marca o início de um "bom período" para a indústria, que geralmente se estende até novembro por conta das encomendas de fim de ano.
Emprego, estoques e uso do parque fabril
De acordo com o levantamento da CNI, o emprego manteve-se constante em agosto, "mas deverá voltar a crescer nos próximos meses caso a tendência de crescimento da produção se mantenha". "O processo de ajustamento de estoques continua em curso, ainda que lentamente", acrescentou.
O indicador de estoques efetivo-planejado caiu de 52,2 para 51,8 pontos. No caso das grandes empresas, os estoques continuam elevados, mas também com tendência de queda: o índice passou de 54,1 para 53,5 pontos.
"Desse modo, a resposta da produção ao crescimento da demanda continua limitada pelos níveis de estoques indesejados", informou a CNI. O economista da entidade, Renato da Fonseca, alertou que a atividade da indústria está abaixo do usual para o período do ano e que os estoques continuam elevados. “A retomada do setor será gradual enquanto os estoques não forem ajustados”, explicou.
Uso do parque fabril e expectativas dos empresários
Segundo a entidade, o percentual médio de utilização da capacidade instalada (nível de uso do parque fabril) aumentou de 73% para 74% na comparação entre julho e agosto. "Não obstante, o percentual encontra-se um ponto percentual inferior ao apurado em agosto de 2011. A tendência é de redução da ociosidade, mas, assim como retratado pelos demais indicadores, de forma gradual", acrescentou.
A CNI acrescentou que um "ajuste gradual" se faz notar na utilização da capacidade instalada. "A indústria continua operando abaixo do usual, mas o indicador de UCI efetiva em relação ao usual cresceu pelo segundo mês seguido e atingiu 46,2 pontos em agosto, mais próximo da linha divisória de 50 pontos", informou.
As expectativas dos empresários da indústria mudaram pouco em relação à edição anterior da pesquisa. A previsão de demanda para os próximos seis meses ficou em 59,2 pontos em setembro (como o questionário foi respondido em setembro, ao informar as expectativas sobre o futuro a CNI considera o mês corrente), ante 58,5 pontos em agosto. Em relação ao emprego, a expectativa também é positiva e alcançou 51,8 pontos.
Ver todos os comentários | 0 |