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Economia e Negócios

Wellington Dias afirma que crescimento da renda impulsionou alta dos alimentos

Para conter essa elevação, o ministro defendeu o estímulo à produção de alimentos.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, atribuiu a alta dos preços dos alimentos no Brasil ao aumento da demanda impulsionado pelo crescimento da renda da população. Para conter essa elevação, ele defendeu o estímulo à produção de alimentos.

Wellington Dias destacou que, desde 2023, o Governo Federal tomou providências para lidar com a alta dos preços. Ele explicou que o aumento da renda da população impulsionou a demanda por alimentos. “Tivemos o aumento do preço do alimento e providências foram tomadas imediatamente. O presidente Lula estimulou a provisão ainda no ano passado. O problema é um problema de demanda, é um problema bom”, afirmou o ministro durante entrevista nessa sexta-feira (29).

Foto: Lucas Dias/GP1Wellington Dias
Wellington Dias

O ministro citou que 3,4 milhões de pessoas que estavam sem emprego ou renda até 2022 passaram a trabalhar e ter poder de compra. “A renda cresceu no Brasil, acima da inflação, 11%, e a renda dos mais pobres, 30,6%. Então, é isso aqui que vira demanda, compra mais comida, compra mais alimento”, justificou.

Queda nos preços e expectativa de estabilização

Para Wellington Dias, a solução para conter a alta dos alimentos está no incentivo à produção. Ele citou que os primeiros reflexos desse esforço já podem ser observados. “Saiu o IPC de fevereiro com a primeira queda no preço de vários alimentos, como o arroz. Agora, em março, a prévia também já sinaliza redução no preço dos alimentos”, afirmou.

Expansão da produção como solução de longo prazo

Dias ainda enfatizou que o aumento da produção é essencial para garantir a oferta e equilibrar os preços no Brasil. Ele citou o caso do café como exemplo de um desafio que exige planejamento de longo prazo. “Grandes mercados consumidores entraram agora, bilhões de chineses e indianos estão tomando nosso café. Que bom, porque isso vai gerar oportunidade no Brasil. Mas quando se planta café, por exemplo, em 2024, é preciso esperar três anos para colher”, explicou.

Apesar dos desafios, o ministro avaliou a situação como positiva para o país, pois o crescimento da demanda e da produção gera novas oportunidades econômicas. “É um problema bom, porque vai gerar mais oportunidades para o Brasil”, concluiu.

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