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Economia e Negócios

Governo Lula aumenta expectativa de déficit em 2025 para R$ 30 bilhões

O valor é superior ao projetado anteriormente, de R$ 26,3 bilhões.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estima que as contas públicas fecharão 2025 com déficit de R$ 30,2 bilhões. O valor é superior ao projetado anteriormente, de R$ 26,3 bilhões, mas segue dentro do limite estabelecido pela meta fiscal para o próximo ano.

A atualização consta no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) do quarto bimestre, divulgado nesta segunda-feira (22). O documento, publicado a cada dois meses, serve de base para que a equipe econômica decida se há espaço para liberar gastos ou se será necessário contingenciamento, de modo a manter o equilíbrio fiscal.

Pela regra definida, a meta de 2025 é de déficit zero, com uma margem de tolerância de até 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Na prática, isso significa que o governo pode registrar até R$ 33 bilhões de déficit sem descumprir a meta.

Projeções para os próximos anos

De acordo com o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), a expectativa é que o país volte a registrar superávit primário a partir de 2026. O governo prevê os seguintes resultados:

2026: superávit de 0,25% do PIB (R$ 33,1 bilhões);

2027: superávit de 0,50% do PIB (R$ 70,7 bilhões);

2028: superávit de 1% do PIB (R$ 150,7 bilhões).

Receitas e despesas

A projeção para as receitas primárias totais sofreu uma leve redução, passando de R$ 2,924,4 trilhões para R$ 2,924,2 trilhões. A queda foi puxada principalmente pela arrecadação de tributos como Imposto de Renda (IR), Imposto de Importação e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), que juntos recuaram R$ 12 bilhões.

Do lado das despesas, houve recuo de cerca de R$ 3 bilhões, saindo de R$ 2,420 trilhões para R$ 2,417 trilhões. A redução se concentrou nas despesas obrigatórias, com destaque para o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Déficit e superávit

Déficit ocorre quando as despesas do governo superam as receitas. Já o superávit indica o contrário: quando há sobra de recursos no caixa. O desafio do governo, segundo analistas, será manter a trajetória de recuperação fiscal diante de pressões por mais gastos sociais e investimentos.

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