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Economia e Negócios

Inflação na Argentina em 2025 é a mais baixa desde 2017

De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (13), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

A inflação na Argentina encerrou 2025 no menor patamar dos últimos oito anos, consolidando um dos principais resultados econômicos do governo do presidente Javier Milei. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (13), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acumulou alta de 31,5% no ano, resultado significativamente inferior ao registrado em 2024, quando o índice havia alcançado 117,8%.

A redução de mais de 86 pontos percentuais em apenas um ano marca uma inflexão relevante na trajetória inflacionária do país e representa o menor nível desde 2017. O resultado reforça o impacto do programa de ajuste fiscal e monetário adotado pela atual gestão, baseado no controle rigoroso dos gastos públicos e da oferta de moeda.

Mesmo com a inflação de dezembro registrando alta de 2,8%, o índice mensal permaneceu dentro de um patamar considerado controlado, mantendo-se próximo de 2% ao longo de todo o segundo semestre. Esse comportamento indica maior previsibilidade dos preços e um ambiente econômico mais estável em comparação aos anos anteriores, quando a inflação mensal frequentemente ultrapassava dois dígitos.

Os dados também mostram desaceleração relevante em um contexto histórico recente marcado por fortes desequilíbrios. Após registrar 211,4% em 2023, a inflação iniciou uma trajetória consistente de queda ao longo de 2025, especialmente no primeiro semestre, quando os efeitos das medidas de austeridade fiscal começaram a se refletir de forma mais clara nos indicadores econômicos.

No detalhamento por grupos, embora alguns setores tenham apresentado reajustes em dezembro — como transportes, habitação e alimentação —, o acumulado anual confirma um ritmo mais moderado de crescimento dos preços. Na cidade de Buenos Aires, a inflação fechou o ano em 31,8%, desempenho alinhado à média nacional.

O ministro da Economia, Luis Caputo, comemorou o resultado e destacou que a queda da inflação foi alcançada mesmo diante de desafios como a recomposição de tarifas e o calendário eleitoral. Segundo ele, a estratégia do governo continuará ancorada no superávit fiscal, na disciplina monetária e no fortalecimento do Banco Central argentino, pilares que, segundo a equipe econômica, sustentam a continuidade do processo de desinflação.

A melhora dos indicadores também ficou próxima das projeções do mercado. A Pesquisa de Expectativas realizada pelo Banco Central da Argentina apontava inflação anual acima de 30%, confirmando a credibilidade crescente da política econômica adotada.

Para 2026, a expectativa é de manutenção do processo de estabilização, ainda que fatores como ajustes metodológicos no cálculo da inflação e oscilações cambiais possam influenciar o comportamento dos preços. Analistas avaliam, contudo, que o governo deverá atuar para evitar pressões abruptas, preservando os avanços obtidos ao longo de 2025.

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