Fechar
GP1

Economia e Negócios

Fundo Monetário Internacional prevê desaceleração da economia do Brasil em 2026

Relatório aponta impacto de tarifas comerciais e adia retomada mais consistente da atividade para 2027.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil em 2026, de 1,9% para 1,6%, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (19). A estimativa indica desaceleração da atividade econômica em relação a 2025, ano em que o próprio fundo calcula que o PIB brasileiro tenha avançado 2,5%. A revisão faz parte do cenário macroeconômico global atualizado pela instituição.

Entre os fatores considerados pelo FMI está a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, medida que chegou a vigorar e foi posteriormente revogada. Apesar da reversão, o relatório aponta que a decisão gerou impacto econômico estimado em bilhões de dólares, com efeitos sobre exportações e confiança comercial. Diante desse cenário, a projeção é de que a economia brasileira apresente ritmo mais aquecido apenas em 2027, quando o crescimento estimado sobe para 2,3%.

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilPresidente Lula e ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Presidente Lula e ministro da Fazenda, Fernando Haddad

No contexto regional e global, o FMI apresenta projeções mais elevadas. Para a América Latina, a expectativa é de crescimento médio de 2,2%, enquanto os países em desenvolvimento devem registrar expansão de 4,2%. No cenário mundial, o PIB global tem previsão de alta de 3,3% em 2026, com leve desaceleração para 3,2% no ano seguinte, segundo o levantamento.

O relatório também aponta tendência de desaceleração no comércio internacional. A previsão é de que o crescimento das trocas globais recue de 4,1% para 2,6% até o fim de 2026. O FMI atribui esse movimento às tensões geopolíticas, que podem provocar atrasos logísticos e elevação de custos, dificultando o fluxo de mercadorias entre países.

Os dados analisados pelo FMI foram coletados até dezembro de 2025 e não incorporam eventos posteriores, como a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos ou declarações recentes do presidente Donald Trump sobre a Groenlândia. Em entrevista coletiva, o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourrinchas, afirmou que riscos geopolíticos e tensões comerciais figuram entre os principais fatores de incerteza para a economia global.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.