Fechar
GP1

Economia e Negócios

Governo Lula bate recorde de arrecadação e soma R$ 2,8 trilhões em 2025

Alta foi impulsionada por impostos, ajustes de alíquotas e crescimento da arrecadação ao longo do ano.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou 2025 com arrecadação recorde de R$ 2,886 trilhões, o maior valor já registrado na série histórica da Receita Federal. O resultado representa crescimento real de 3,65% em relação a 2024, quando a arrecadação já havia alcançado R$ 2,652 trilhões, também considerado recorde à época.

As receitas administradas diretamente pela Receita Federal somaram R$ 2,7 trilhões em 2025, o que corresponde a uma alta real de 4,27% na comparação com o ano anterior. O desempenho foi influenciado por mudanças na política tributária e pela ampliação da base de arrecadação em diferentes setores da economia.

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilLula e Fernando Haddad
Lula e Fernando Haddad

Entre janeiro e dezembro, a arrecadação com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) totalizou R$ 86,4 bilhões, crescimento real de 20,54% em relação a 2024. Segundo a Receita, esse avanço decorre principalmente do reajuste das alíquotas do imposto, aplicado de forma gradual ao longo do ano passado.

Outros setores também registraram aumento de carga tributária. O governo federal elevou impostos sobre apostas eletrônicas e plataformas financeiras digitais, com a maior parte das mudanças aprovada pelo Congresso Nacional. As medidas contribuíram para o aumento do volume arrecadado e para o fortalecimento do caixa federal ao longo do exercício.

Em dezembro, a arrecadação federal atingiu R$ 292,7 bilhões, estabelecendo novo recorde mensal, com crescimento real de 7,46% na comparação com dezembro de 2024. Desse total, R$ 285,2 bilhões vieram de receitas administradas pela Receita Federal, enquanto R$ 7,5 bilhões foram recolhidos por outros órgãos. Paralelamente, relatório do Tesouro Nacional alertou para a possibilidade de a dívida bruta do país alcançar até 95% do PIB na próxima década, em razão de mudanças nas regras fiscais e do impacto da Emenda Constitucional dos Precatórios.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.