Após três anos sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Governo Central – que reúne Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social – encerrou 2025 com novo déficit nas contas públicas, mantendo a sequência de resultados negativos iniciada em 2014.
O saldo negativo do ano foi de R$ 61,7 bilhões, o equivalente a 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado representa um aumento de 12% em relação a 2024, já considerando a inflação.
A meta fiscal para 2025 previa resultado primário zero, com margem de tolerância de até 0,25% do PIB, positiva ou negativa. O governo só conseguiu permanecer dentro desse limite porque despesas específicas foram excluídas do cálculo oficial, evitando as sanções previstas em caso de descumprimento da meta.
As exclusões somaram R$ 48,7 bilhões do total do déficit. Entre elas estão R$ 41,2 bilhões referentes ao pagamento de precatórios atrasados, R$ 2,8 bilhões em ressarcimentos a aposentados prejudicados por fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), R$ 2,2 bilhões em despesas temporárias nas áreas de saúde e educação, além de R$ 2,5 bilhões destinados à defesa nacional.
Sem a contabilização dessas despesas excepcionais, o déficit cairia para R$ 13 bilhões, o equivalente a 0,1% do PIB, ficando formalmente dentro da margem permitida pela regra fiscal.
Com o resultado, o presidente Lula encerra o terceiro ano consecutivo com as contas públicas no vermelho. Desde 2014, o Brasil registrou superávit apenas em 2022.
Izabella Furtado
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