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Economia e Negócios

Desemprego no Brasil atinge 5,1% da população, diz IBGE

O índice representa queda em relação aos 5,6% registrados no trimestre encerrado em setembro.

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa queda em relação aos 5,6% registrados no trimestre encerrado em setembro e marcou o menor nível da série histórica iniciada em 2012, consolidando um novo patamar no mercado de trabalho brasileiro.

Com o resultado do último trimestre, a taxa média de desemprego em 2025 ficou em 5,6%, um ponto percentual abaixo da média registrada em 2024, que foi de 6,6%. Pela primeira vez desde o início da série, a média anual ficou abaixo de 6%. O maior índice da série ocorreu em 2021, quando o desemprego atingiu 14%, em meio aos efeitos da pandemia da covid-19.

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilCarteira de trabalho digital
Carteira de trabalho digital

No trimestre até dezembro, o número de desempregados caiu para 5,5 milhões de pessoas, o menor contingente já registrado pela pesquisa. Em comparação com os três meses anteriores, houve redução de 9%, o que representa 542 mil pessoas a menos sem trabalho. Já o número de pessoas ocupadas chegou a quase 103 milhões, com crescimento de 0,6% no período, equivalente a 565 mil novos postos.

Os dados fazem parte da Pnad Contínua, pesquisa que considera trabalhadores formais e informais, com ou sem carteira assinada, além de pessoas com CNPJ. O levantamento abrange a população com 14 anos ou mais e oferece um retrato amplo do mercado de trabalho no país. A taxa do trimestre até dezembro ficou em linha com as projeções do mercado financeiro, que também estimavam 5,1%.

No mesmo período, o rendimento médio do trabalho alcançou R$ 3.613 por mês, o maior valor da série histórica em termos reais, considerando o ajuste pela inflação. O rendimento apresentou alta de 2,4% em relação ao trimestre anterior e aumento de 5% na comparação com o mesmo período de 2024. Apesar do avanço, analistas observam sinais de desaceleração no ritmo de crescimento da ocupação ao longo dos últimos trimestres.

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