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Economia e Negócios

Piauí reduz número de trabalhadores domésticos sem carteira assinada em quase 25%, diz IBGE

Pesquisa apontou estabilidade nas contratações formais e mudança no perfil ocupacional local.

O Piauí registrou redução no número de trabalhadores domésticos sem carteira assinada entre o primeiro trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do IBGE. Nesse intervalo, o contingente caiu de 92 mil para 69 mil pessoas, uma variação próxima de 25%. O grupo, que representava 7% do total de pessoas ocupadas no estado no início de 2025, passou a corresponder a 5,1% no primeiro trimestre deste ano.

Os dados também mostram que a diminuição dos trabalhadores domésticos sem carteira assinada não foi acompanhada, na mesma proporção, pelo crescimento das contratações formais no setor. Enquanto o número de trabalhadores sem vínculo formal caiu em 23 mil pessoas no período analisado, o total de empregados domésticos com carteira assinada aumentou em pouco mais de mil pessoas, mantendo estabilidade ao longo do último ano.

Foto: GP1Trabalho doméstico
Trabalho doméstico

De acordo com as informações divulgadas pelo IBGE, parte significativa das pessoas que deixaram o trabalho doméstico sem carteira assinada migrou para outras categorias ocupacionais, passou a integrar o grupo de desocupados em busca de emprego ou saiu do mercado de trabalho. O levantamento não apontou absorção equivalente desse contingente no serviço doméstico formal, indicando mudanças na composição da ocupação no estado.

No cenário nacional, os percentuais de trabalhadores domésticos com e sem carteira assinada permaneceram praticamente estáveis entre o primeiro trimestre de 2025 e o de 2026. No início deste ano, os domésticos sem carteira representavam 4,1% do total de pessoas ocupadas no país, cerca de 4,1 milhões de trabalhadores, enquanto os empregados com carteira assinada correspondiam a 1,3% dos ocupados, o equivalente a aproximadamente 1,3 milhão de pessoas.

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