A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta sexta-feira (29) o reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares no Brasil. O aumento valerá para cerca de 7,7 milhões de beneficiários e será aplicado no mês de aniversário de cada contrato.
Segundo a ANS, o índice foi definido com base no aumento dos custos médicos, da utilização dos serviços de saúde e da inflação do setor. Este é o menor reajuste registrado desde a adoção da metodologia atual, em 2019, desconsiderando 2021, quando houve índice negativo por causa da pandemia da Covid-19.
A medida ainda será publicada no Diário Oficial da União e valerá para contratos assinados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998.
Como o reajuste é calculado
A fórmula usada pela ANS considera dois fatores principais: o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA), com peso de 80%; e a IPCA, inflação oficial do país sem o item plano de saúde, com peso de 20%.
O cálculo também leva em conta despesas médicas, mudanças na faixa etária dos usuários, receitas das operadoras e ganhos de eficiência do setor. Segundo a agência, as despesas assistenciais por beneficiário cresceram 8,32% em 2025 na comparação com o ano anterior.
Consumidores devem acompanhar boletos
A ANS orienta os consumidores a verificarem os próximos boletos para confirmar se o reajuste aplicado respeita o teto autorizado. Nos contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá aparecer nas faturas de julho ou agosto, inclusive com valor retroativo.
Isaac Da Silva
Ver todos os comentários | 0 |