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Economia e Negócios

Dívida bruta do Governo Lula atinge 81,1% do PIB em maio, diz Banco Central

Banco Central aponta aumento da dívida e déficit maior que o registrado no mesmo período de 2025.

As contas do setor público consolidado encerraram o mês de maio com déficit primário de R$ 56,1 bilhões, enquanto a dívida bruta do governo geral avançou para 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 10,6 trilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Banco Central, por meio do Boletim de Estatísticas Fiscais, e mostram um agravamento em relação ao mesmo período do ano passado. O déficit primário representa o resultado entre receitas e despesas do setor público, desconsiderando os gastos com o pagamento dos juros da dívida.

Na comparação anual, o resultado negativo aumentou de forma significativa. Em maio de 2025, o rombo registrado havia sido de R$ 33,7 bilhões, valor inferior ao observado agora. Já a dívida bruta apresentou crescimento de 0,9 ponto percentual em relação ao mês anterior, alcançando 81,1% do PIB. O indicador reúne os compromissos financeiros do governo federal, dos estados, dos municípios e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), servindo como um dos principais parâmetros para medir o endividamento do país.

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilPresidente Lula
Presidente Lula

Os números divulgados pelo Banco Central foram apresentados um dia depois de o Tesouro Nacional informar que as contas do governo central, formado pelo Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, também fecharam maio no vermelho. Segundo o órgão, o déficit primário desse segmento chegou a R$ 53 bilhões, reforçando o cenário de deterioração das contas públicas no período.

O detalhamento do levantamento mostra que o governo central respondeu pela maior parte do resultado negativo, acumulando déficit de R$ 55,2 bilhões. Os governos estaduais e municipais também registraram saldo desfavorável, de R$ 1,2 bilhão. Em sentido oposto, as empresas estatais apresentaram desempenho positivo e encerraram o mês com superávit de R$ 300 milhões. Diferentemente do déficit, o superávit ocorre quando as receitas superam as despesas.

Considerando os últimos doze meses, o déficit primário acumulado do setor público consolidado chegou a R$ 149 bilhões, o equivalente a 1,14% do Produto Interno Bruto. O percentual representa aumento de 0,16 ponto percentual em relação ao resultado acumulado até abril, indicando que o desequilíbrio fiscal continuou crescendo ao longo do período.

Além da alta da dívida bruta, o Banco Central também registrou avanço da dívida líquida do setor público (DLSP), indicador que desconta do total da dívida os ativos financeiros, reservas internacionais e demais créditos pertencentes ao governo. Em maio, a dívida líquida atingiu R$ 8,6 trilhões, o correspondente a 67,9% do PIB, após crescer 0,7 ponto percentual na comparação com abril.

De acordo com o Banco Central, a elevação dos indicadores foi influenciada por diferentes fatores ao longo do mês. Entre eles estão a incorporação dos juros nominais da dívida, a emissão líquida de novos títulos públicos, a valorização do câmbio e as variações do Produto Interno Bruto nominal. No caso da dívida líquida, o resultado também refletiu o impacto do déficit primário, dos ajustes relacionados à dívida externa líquida e das oscilações do PIB nominal, fatores que contribuíram para o aumento do endividamento do setor público em maio.

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