O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores deu aval para que o governador Rafael Fonteles (PT) conduza a formação da chapa majoritária no Piauí mantendo a aliança com PSD e MDB. Com a decisão, fica preservado o acordo para que o deputado federal Júlio César (PSD) dispute uma vaga no Senado ao lado do senador Marcelo Castro (MDB), que buscará a reeleição. A direção nacional também concedeu autonomia ao governador para seguir com as definições já encaminhadas no estado.
Conforme apurado anteriormente pelo GP1 , integrantes da cúpula do PT no Piauí defendiam alterações na composição, com a possibilidade de o PSD ocupar a vaga de vice-governador e o PT disputar uma das cadeiras ao Senado. A proposta chegou a incluir a hipótese de levar o tema ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tentativa de viabilizar uma intervenção da direção nacional.
Com a manifestação do PT Nacional, a composição inicialmente acordada foi mantida. A aliança prevê duas pré-candidaturas ao Senado, sendo a de Marcelo Castro, que tentará a recondução ao cargo, e a de Júlio César.
PT no Piauí descarta mudanças
O vice-presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, deputado estadual Francisco Limma (PT), afirmou que o partido não deverá apresentar objeções nem propor mudanças na chapa encabeçada por Rafael Fonteles. Segundo ele, o cenário indica continuidade na formação política voltada à reeleição ao Palácio de Karnak.
Francisco Limma declarou que, até o momento, as pré-candidaturas ao Senado já estão colocadas, citando Marcelo Castro e Júlio César como os nomes definidos para a disputa. Diante desse quadro, o parlamentar disse não acreditar em alterações na chapa majoritária relacionada ao projeto de reeleição do governador.
Governador aposta em consenso
Rafael Fonteles afirmou que há avanço na construção de consenso para a formação da chapa. De acordo com o governador, além das pré-candidaturas ao Senado, o entendimento inclui a indicação do ex-secretário de Educação, Washington Bandeira, como pré-candidato a vice-governador. Ele informou que as definições dependem das instâncias partidárias e que o processo também envolve a organização das chapas proporcionais para deputado estadual e federal, cuja decisão cabe às direções das legendas.