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Eleições 2026

João Pereira afirma que PT não precisa aprovar chapas proporcionais dos partidos da base aliada

Dirigente afirma que partidos têm autonomia para definir estratégias dentro da base do governo.

O presidente municipal do Partido dos Trabalhadores em Teresina, vereador João Pereira, afirmou nesta terça-feira (10), em entrevista ao GP1, que o PT não tem responsabilidade de autorizar ou impedir a formação de chapas proporcionais por partidos da base aliada. A declaração ocorre em meio à discussão sobre a possibilidade de o Republicanos montar uma chapa própria para disputar cadeiras na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), fora da estratégia defendida por parte da base de concentrar candidaturas apenas no PT e no MDB.

Segundo o dirigente, a atuação do PT em relação à organização de chapas está restrita à federação partidária formada com PV e PCdoB. João Pereira explicou que, dentro dessa estrutura, as decisões são compartilhadas entre as três siglas, que passam a atuar como um único bloco nas eleições proporcionais. Fora desse grupo, ele afirmou que cada partido aliado tem autonomia para organizar sua estratégia eleitoral.

Foto: Lucas Dias/GP1Vereador João Pereira
Vereador João Pereira

“Não compete ao PT dar aval em partidos na base aliada. O PT dá aval, no PT e nos partidos da federação, que são o PV e o PCdoB, que se tornam um único partido. Então o PT não vai dar aval a nenhum partido fora da federação, porque não compete a ele”, declarou o parlamentar.

João Pereira também mencionou o papel do governador Rafael Fonteles e do ministro Wellington Dias na condução das conversas, que ocorre por meio do diálogo entre os partidos da base, que atualmente reúne 11 siglas. O dirigente afirmou que considera natural a movimentação de legendas para montar suas chapas, desde que as definições estejam alinhadas com a estratégia política do grupo liderado pelo governador e pelas demais lideranças da base.

“Olha, eu acredito que o governador, pela sua capacidade de diálogo com todos os partidos da federação, com a base aliada, e nenhuma imposição de nenhum partido, não pode ter imposição. Quem faz política não faz com imposição. Por isso, o governador Rafael tem acertado, juntamente com o ministro Wellington Dias, que são os dois maiores líderes institucionais e do Partido dos Trabalhadores aqui no nosso Estado. Então, eu vejo qualquer movimentação de chapa, eu vejo de forma natural. Até porque os partidos têm suas autonomias internas de montar a sua estratégia. Uma vez montada a sua estratégia em consonância com a estratégia maior do governador Rafael, do ministro de Wellington Dias, dos senadores, dos deputados estaduais, uma vez acertada essa estratégia, está tudo perfeito. Não vejo problema não. O PT terá a sua estratégia, os outros partidos terão as suas. E isso é importante porque unifica a linguagem para que, na hora em que forem apresentados os projetos, a população possa decidir. Por isso eu vejo com naturalidade qualquer estratégia política dentro desse grupo de 11 partidos”, pontuou o dirigente.

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