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Eleições 2026

Haddad reconhece que reeleição de Lula está mais difícil com Flávio Bolsonaro

Ministro afirma que avanço do senador nas pesquisas mudou cenário político para 2026.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que o cenário eleitoral para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026 se tornou mais difícil diante do crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas de intenção de voto. A declaração foi feita em entrevista ao site Opera Mundi, na sexta-feira (13). Segundo Haddad, a evolução do senador nos levantamentos alterou a percepção que havia dentro do governo sobre a disputa presidencial.

Sem citar diretamente o nome de Flávio Bolsonaro em alguns momentos da entrevista, Haddad disse que o cenário parecia mais favorável ao governo até o fim do ano passado. De acordo com o ministro, havia a expectativa de uma disputa menos complexa para o atual presidente. “Eu imaginava que o cenário de 2026 ia estar mais fácil para o presidente Lula. Imaginava mesmo”, afirmou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilPresidente Lula e Fernando Haddad
Presidente Lula e Fernando Haddad

O avanço do senador nas pesquisas também levou o presidente e dirigentes do Partido dos Trabalhadores a acelerar a discussão sobre a formação de palanques estaduais, especialmente em São Paulo, considerado o maior colégio eleitoral do país. Haddad passou a ser pressionado para disputar um cargo no estado e fortalecer a base política de Lula durante a campanha presidencial.

O ministro relatou que inicialmente não pretendia disputar um cargo eletivo nas próximas eleições, mas afirmou que a mudança no cenário político levou a novas conversas com o presidente. Segundo ele, o tema foi discutido ao longo dos últimos meses. “Eu falei para o presidente ‘não vou ser candidato’, e ficou isso. Mas nesses três meses de conversa com ele, o cenário se complicou. O céu está menos azul do que eu imaginava no ano passado”, disse.

Haddad confirmou que pretende deixar o Ministério da Fazenda para disputar um cargo eletivo em São Paulo, embora ainda não tenha definido qual será a candidatura. A expectativa entre aliados é de que ele concorra ao governo estadual, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deverá disputar uma vaga no Senado. A outra candidatura ao Senado em São Paulo deve ser da ministra Simone Tebet (MDB-MS). Haddad afirmou que anunciará a decisão após deixar o ministério, o que deve ocorrer nas próximas semanas, antes do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para afastamento de integrantes do Executivo que pretendem concorrer nas eleições.

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