O Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou, nessa terça-feira (12), procedimento para investigar uma pesquisa de intenções de voto do Instituto Amostragem, registrada sob os números PI-00022/2026 e BR-03375/2026.
A investigação foi instaurada pelo procurador regional eleitoral Kelston Pinheiro Lages, após representação do diretório estadual do PSDB e da médica Lúcia Santos, pré-candidata ao Governo do Estado pelo partido. A denúncia apontou suposta irregularidade na pesquisa estimulada por ter omitido o nome da pré-candidata.
Na portaria de instauração do procedimento preparatório eleitoral, o procurador destacou que a possível irregularidade configura, em tese, violação aos princípios da igualdade de oportunidades, transparência e imparcialidade.
O procurador Kelston Lages também ressaltou que a exclusão de pré-candidatos em questionários de respostas “possui potencial para manipular a opinião pública, podendo caracterizar a divulgação de pesquisa fraudulenta”.
Uma notícia de fato já tramitava na Procuradoria Regional Eleitoral, contudo, foi aberto o procedimento devido após o fim do prazo de tramitação e a necessidade de colher elementos técnicos e provas suplementares para verificar a lisura da metodologia aplicada na pesquisa e fundamentar a eventual propositura de medidas judiciais ou administrativas cabíveis.
Outro lado
Nenhum representante do Instituto Amostragem foi localizado para se pronunciar sobre o caso. O espaço está aberto para esclarecimentos.
Thais Guimarães
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