O partido Democracia Cristã (DC) confirmou o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como pré-candidato à Presidência da República, substituindo o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo na disputa interna pela candidatura ao Palácio do Planalto.
A mudança foi confirmada pelo presidente nacional da sigla, João Caldas, que justificou a troca com base no desempenho de Aldo Rebelo nas pesquisas de intenção de voto. Segundo ele, havia um acordo prévio que previa um período de três meses para avaliar a viabilidade eleitoral do ministro aposentado.
De acordo com Caldas, a filiação de Joaquim Barbosa ao DC alterou os rumos do partido. O dirigente afirmou que o ex-presidente do STF surgiu como uma oportunidade inesperada e rapidamente se consolidou como o principal nome da legenda para a corrida presidencial.
“Foi como encontrar uma pérola, um diamante. A mudança já foi feita pelo povo”, declarou Caldas ao Broadcast.
Em nota oficial, o Democracia Cristã destacou que a trajetória de Joaquim Barbosa representa o desejo de renovação manifestado por parte da sociedade e afirmou que sua candidatura simboliza esperança e equilíbrio institucional.
“O Brasil está acima de projetos pessoais. Joaquim Barbosa representa a reconstrução da confiança dos brasileiros nas instituições e na reconstrução nacional”, afirmou o partido.
Atrito com Aldo Rebelo
A substituição, no entanto, provocou resistência dentro da própria legenda. Aldo Rebelo publicou uma nota em suas redes sociais afirmando que mantém sua pré-candidatura e classificou a escolha de Barbosa como uma afronta aos princípios de transparência e respeito às decisões democráticas.
João Caldas rebateu as críticas e disse que o partido agiu com responsabilidade diante da falta de crescimento eleitoral de Aldo durante o período de testes.
“O povo já disse não para ele para presidente. Ele não pode reclamar do partido. O partido é uma instituição e precisa olhar para o Brasil com responsabilidade”, afirmou.
O dirigente ainda sugeriu que Aldo dispute outros cargos nas próximas eleições, como uma vaga no Senado, na Câmara dos Deputados ou até governos estaduais.
“Política se faz com razão e emoção, menos com o fígado”, concluiu Caldas.
Wanessa Gommes
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