Considerada a cidade com a maior economia do estado de Santa Catarina, Joinville abriu 6.617 vagas formais no primeiro trimestre de 2026. O levantamento foi feito pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados ( Caged ) do Ministério do Trabalho e Emprego , que apontou que esse é o maior saldo entre admissões e demissões de todo o estado no período.
A situação, no entanto, demonstra um problema em Joinville. A mão de obra disponível no município não consegue acompanhar a criação de postos de trabalho, que segue em um ritmo cada vez mais acelerado.
Isso é demonstrado na taxa de desemprego. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, nos primeiros três meses de 2026, Santa Catarina registrou a menor taxa de desocupação do país, em torno de 2,7%.
Na prática, para a indústria, isso significa que não há mão de obra suficiente para preencher tantas vagas. Segundo o economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Pablo Bittencourt, a cidade vem gerando empregos em ritmo acelerado, o que tem contribuído para a escassez de trabalhadores.
“As 6,6 mil vagas abertas por Joinville no primeiro trimestre não são um indicador de um mercado folgado, mas sim um sinal claro de que o ritmo de geração de empregos na cidade está acima da capacidade real de reposição da mão de obra disponível”, afirmou o especialista.
Diante desse cenário, as empresas têm buscado trabalhadores em outros estados e países. Um exemplo é a Tupy, uma das maiores indústrias da cidade e líder global no setor de metalurgia, que realizou uma seleção em Belém (PA) para preencher vagas em Joinville. Esse não é um caso isolado.