As vaias nada coloridas contra o grupo teen Restart na última edição do Video Music Brasil, ou VMB, prêmio de música da MTV, parecem ter atingido mais do que o ego da banda de happy rock vencedora de cinco categorias. Parecem ter respingado também na direção da premiação, que decidiu mudar tudo nesta 17ª edição.
A ideia é recuperar o prestígio perdido em algum momento no passado, quando a audiência, leia-se os fãs-clubes, passaram a dominar e ditar quem seriam os donos dos prêmios.
A emissora, então, organizou duas transmissões simultâneas: uma apresentada por Marcelo Adnet e outra, na internet, transmitida no site do canal, por Bento Ribeiro, ambos VJs e humoristas da casa.
É uma espécie de "golpe de Estado". O povo - ou o público e os fãs - perdem o poder nesse novo modelo de VMB. A escolha de sete das 11 categorias ficou com um grupo de 104 "notáveis", nas palavras do diretor de programação do canal Zico Goés, um grupo diverso que reúne jornalistas, críticos, artistas, enfim, formadores de opinião.
Eles votaram nos vencedores para as principais categorias do prêmio: Melhor Disco, Melhor Música, Melhor Capa, Aposta, Revelação, Artista do Ano e Clipe do Ano. Sobrou para o público votar apenas no Hit do Ano, Webhit, Webclipe e Artista Internacional - sendo que o último envolve um sorteio de um internauta para que este entregue o prêmio pessoalmente (não há garantia da presença dos candidatos, claro). "O que fazemos é um filtro, uma premiação mais focada, menos democrática. Temos menos voto popular, foi uma decisão nossa. Mas ainda há participação efetiva da audiência", explica Goes.
Dividem o posto de favorito, por reunirem o maior número de indicações, os alternativos Marcelo Jeneci, com o álbum Feito Para Acabar, e o eclético disco meio rap, meio canção Nó Na Orelha, de Criolo. Ambos lançados ano passado. Já o Restart não foi lembrado e ficou sem qualquer indicação.
A ideia é recuperar o prestígio perdido em algum momento no passado, quando a audiência, leia-se os fãs-clubes, passaram a dominar e ditar quem seriam os donos dos prêmios.
A emissora, então, organizou duas transmissões simultâneas: uma apresentada por Marcelo Adnet e outra, na internet, transmitida no site do canal, por Bento Ribeiro, ambos VJs e humoristas da casa.
É uma espécie de "golpe de Estado". O povo - ou o público e os fãs - perdem o poder nesse novo modelo de VMB. A escolha de sete das 11 categorias ficou com um grupo de 104 "notáveis", nas palavras do diretor de programação do canal Zico Goés, um grupo diverso que reúne jornalistas, críticos, artistas, enfim, formadores de opinião.
Eles votaram nos vencedores para as principais categorias do prêmio: Melhor Disco, Melhor Música, Melhor Capa, Aposta, Revelação, Artista do Ano e Clipe do Ano. Sobrou para o público votar apenas no Hit do Ano, Webhit, Webclipe e Artista Internacional - sendo que o último envolve um sorteio de um internauta para que este entregue o prêmio pessoalmente (não há garantia da presença dos candidatos, claro). "O que fazemos é um filtro, uma premiação mais focada, menos democrática. Temos menos voto popular, foi uma decisão nossa. Mas ainda há participação efetiva da audiência", explica Goes.
Dividem o posto de favorito, por reunirem o maior número de indicações, os alternativos Marcelo Jeneci, com o álbum Feito Para Acabar, e o eclético disco meio rap, meio canção Nó Na Orelha, de Criolo. Ambos lançados ano passado. Já o Restart não foi lembrado e ficou sem qualquer indicação.
Imagem: Evelson de Freitas/AE
O rapper Criolo (foto) lidera indicações, com cinco categorias, ao lado de Marcelo Jeneci
O rapper Criolo (foto) lidera indicações, com cinco categorias, ao lado de Marcelo Jeneci
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