Na última quinta (18), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , anunciou restrições à assistência médica referente a procedimentos de redesignação sexual “mudança de sexo” em menores de 18 anos. A ideia é cortar recursos federais para instituições que ofertam o tratamento.
Em entrevista coletiva, o secretário de saúde, Robert F. Kennedy Jr disse que as decisões foram tomadas para proteger crianças de “mutilação química e cirúrgica” seguindo orientações da ciência do mais “alto nível”: “Hoje, estamos tomando seis medidas decisivas, guiadas pela ciência do mais alto nível e pela Ordem Executiva da primeira semana (do segundo mandato) do presidente Trump, para proteger as crianças da mutilação química e cirúrgica”, afirmou.
Ele informou ainda que assinou uma declaração que “rejeita os procedimentos de redesignação sexual, uma vez que não são um tratamento seguro nem eficaz para crianças com disforia de gênero”.
Se entrarem em vigor, as regras irão impedir pagamentos a prestadores de serviços de saúde e hospitais que oferecem atendimento médico a crianças nesse sentido.
As ações adotadas pelo governo incluem cartas de advertência a doze fabricantes de faixas para o peito, utilizadas na recuperação de mastectomias relacionadas ao câncer, evitando sua comercialização a menores, devido o fato de implicar em “violações regulatórias significativas”. Se não for cumprido a determinação, eles poderão ter os produtos apreendidos.
Ativistas da pauta LGBT+ criticaram as novas regulamentações, eles afirmaram que elas “dificultarão seriamente” o acesso à assistência pediátrica no país para “menores transgênero”.
No momento, 27 estados já proíbem a assistência pediátrica relacionada a esse tipo de procedimento.