A administração de Donald Trump divulgou, nesta sexta-feira (5), um novo relatório estratégico militar que redefine as diretrizes de segurança dos Estados Unidos. O documento, intitulado Estratégia de Segurança Nacional, enfatiza o combate ao narcotráfico e direciona especial atenção à América Latina e ao Caribe.

Assinado pelo próprio presidente, o relatório afirma que os EUA devem “reorganizar” sua presença militar global para concentrar esforços em “ameaças urgentes” no hemisfério ocidental. Entre as prioridades, estão ações contra cartéis de drogas, tráfico humano e imigração ilegal.

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Donald Trump

Segundo o texto, Washington adotará “destacamentos direcionados para proteger a fronteira e derrotar cartéis, incluindo, quando necessário, o uso de força letal para substituir a estratégia fracassada baseada apenas na aplicação da lei das últimas várias décadas”.

A nova diretriz surge em meio a uma mobilização militar dos Estados Unidos no Caribe, movimento que analistas interpretam como parte da pressão do Governo Trump para enfraquecer o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela.

Além do foco regional, o relatório aborda preocupações americanas relacionadas à Europa, Taiwan e fluxos migratórios. Sobre o continente europeu, o Governo Trump chega a alertar para o que chama de “apagamento da civilização” devido a políticas migratórias e ao que classifica como ataques à liberdade dentro da União Europeia.

Entre os principais problemas apontados estão:

“Atividades da UE e de outros organismos que minam a liberdade política e a soberania”; “Políticas migratórias que estão transformando o continente e criando conflitos”; “Censura da liberdade de expressão e supressão da oposição política”; “Queda nas taxas de natalidade”; “Perda de identidades nacionais e de autoconfiança”.

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O relatório, com 33 páginas, foi descrito por Trump como um “roteiro para garantir a supremacia americana”.