Nesta quarta-feira (30), um grupo de 16 parlamentares europeus enviou uma carta à Alta Representante da União Europeia para Relações Exteriores, Kaja Kallas , solicitando sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes .
No documento, os eurodeputados pedem que a União Europeia imponha restrições de viagem e congele os bens do magistrado, sob a justificativa de supostas violações de direitos humanos e ameaças à democracia.
De acordo com os signatários, Moraes estaria promovendo uma campanha de “perseguição política” e “censura” no Brasil. A carta afirma que, em diversas ocasiões, o ministro teria atuado de forma unilateral, acumulando funções de investigador, promotor e juiz ao mesmo tempo.
Os eurodeputados ainda comparam as ações de Moraes a práticas autoritárias de regimes como China e Rússia. Também acusam o magistrado de usar sua posição para “banir Bolsonaro das redes sociais” e para proibir a divulgação de “entrevistas, áudios ou vídeos” com o ex-presidente por terceiros.
Entre os signatários estão representantes dos grupos ECR (Conservadores e Reformistas Europeus) e Patriots, como o polonês Dominik Tarczyński, que classificou Alexandre de Moraes como “uma ameaça grave à democracia brasileira e global”.
No mesmo dia, o governo Trump anunciou sanções contra Moraes, com base na Lei Magnitsky. A medida prevê o congelamento de bens sob jurisdição dos Estados Unidos e a proibição de entrada do ministro em território norte-americano.