No último domingo (25), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky , solicitou mais apoio em defesa aérea aos aliados, após ataques russos que deixaram prédios em Kiev sem aquecimento pelo segundo dia consecutivo. Ao chegar a Vilnius, capital da Lituânia, Zelensky afirmou: “Somente nesta semana, os russos lançaram mais de 1.700 drones de ataque, mais de 1.380 bombas aéreas guiadas e 69 mísseis de vários tipos”.

O prefeito de Kiev confirmou a informação: “Atualmente, 1.676 edifícios residenciais de vários andares em Kiev estão sem aquecimento após o ataque inimigo à cidade em 24 de janeiro”, afirmou. Os bombardeios russos atingiram Kiev com especial intensidade, forçando a evacuação de cerca de meio milhão de pessoas.

Foto: Facebook/Volodymyr Zelensky
Facebook/Volodymyr Zelensky

O presidente ucraniano reforçou a busca por esforços contínuos com países aliados: “É por isso que mísseis para sistemas de defesa aérea são necessários todos os dias, e continuamos trabalhando com os Estados Unidos e a Europa para garantir uma proteção mais forte dos nossos céus”.

As equipes responsáveis pelos reparos que visam ao restabelecimento do fornecimento de aquecimento e eletricidade estão enfrentando dificuldades extremas devido às temperaturas abaixo de zero e aos ataques aéreos recorrentes, o que resulta em atrasos excessivos.

As negociações ocorridas em Abu Dhabi sobre o plano de Washington, que contou com a participação de Rússia e Ucrânia e foi mediada pelos Estados Unidos, encerraram-se sem avanços aparentes.

No entanto, o líder ucraniano classificou as conversas como “construtivas”, e os dois países concordaram em se reunir novamente na próxima semana, em Abu Dhabi.

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