Os eleitores de Portugal voltaram às urnas neste domingo (8) para escolher o novo presidente da República em um segundo turno considerado histórico, o primeiro em mais de quatro décadas. A disputa ocorre entre o socialista António José Seguro e André Ventura , do partido Chega, em meio a debates sobre o futuro político do país.
António José Seguro, do Partido Socialista, se apresenta como um candidato moderado e defensor da democracia, buscando apoio do eleitorado de centro. Já André Ventura, representante da direita, ganhou destaque com discursos contra a imigração ilegal e a corrupção, defendendo mudanças profundas no sistema político português.
Levantamentos recentes indicam vantagem para Seguro, que aparece com cerca de 67% das intenções de voto, contra 33% de Ventura. Mesmo sem considerar os eleitores indecisos, a projeção segue favorável ao candidato socialista, com aproximadamente 56% das preferências.
Além de marcar o primeiro segundo turno presidencial em mais de 40 anos, a eleição evidencia o crescimento do partido Chega como uma das principais forças da direita conservadora e nacionalista em Portugal, desafiando partidos tradicionais.
Na campanha, Seguro defende a manutenção dos serviços públicos universais e a proteção da democracia. Ventura propõe mudanças como reforma constitucional, prisão perpétua para determinados crimes, castração química para agressores sexuais e regras mais rígidas para imigração.
A votação também ocorre em meio a fortes tempestades que atingem o país e podem aumentar a abstenção. Em ao menos três cidades, o pleito foi adiado devido às condições climáticas, enquanto no restante do território nacional a eleição foi mantida normalmente.