A Assembleia de Peritos do Irã anunciou a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã após a morte de seu pai, Ali Khamenei . A decisão foi divulgada pela televisão estatal iraniana. Mojtaba, de 56 anos, é o segundo filho mais velho do antigo líder e passou anos sendo citado como figura influente nos bastidores da política do país.
Nascido em 1969 na cidade de Mashhad, Mojtaba cresceu durante o período em que seu pai se tornou uma figura central do movimento revolucionário que se opunha ao governo do xá Mohammad Reza Pahlavi. Após a Revolução Islâmica de 1979, Ali Khamenei passou a ocupar cargos relevantes no novo regime. A família se mudou para Teerã, onde Mojtaba estudou no Liceu Alavi, escola conhecida por formar integrantes da elite política e religiosa do país.
Ele concluiu os estudos em 1987 e iniciou a formação religiosa em 1989, no mesmo ano em que Ali Khamenei foi escolhido líder supremo após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini. Mojtaba passou a estudar teologia com o próprio pai e também com o clérigo Mahmoud Hashemi Shahroudi. Ao longo dos anos, ele foi frequentemente visto ao lado do líder supremo e citado como participante de decisões internas do governo.
Em 2019, Mojtaba foi alvo de sanções dos Estados Unidos com base na Ordem Executiva 13867. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos declarou que ele atuava representando o líder supremo em funções oficiais, apesar de nunca ter ocupado um cargo formal no governo iraniano. Segundo o comunicado, Mojtaba teria trabalhado em contato direto com comandantes da Força Quds e com integrantes da Força Basij.
Mojtaba Khamenei é casado com a filha do ex-presidente do Parlamento iraniano Gholam Ali Haddad-Adel e, entre os filhos de Ali Khamenei, era considerado o mais influente politicamente. Relatos iniciais chegaram a apontar que ele poderia estar entre cerca de 40 pessoas mortas em um ataque ocorrido em 28 de fevereiro contra autoridades iranianas. Após os bombardeios, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou a repórteres que os ataques ao Irã haviam atingido parte da possível linha de sucessão da liderança do regime.