Brasileiros que viajam para países da Europa pelo Espaço Schengen passaram a ter uma mudança importante no controle de entrada: desde 10 de abril, os passaportes deixaram de receber carimbos físicos. A medida acompanha a implantação de um sistema digital e biométrico nas fronteiras externas do bloco europeu.

O novo modelo faz parte do Sistema de Entrada e Saída (EES), que substitui o registro manual por um controle automatizado. A partir de agora, dados como imagem facial, impressões digitais e informações do passaporte são coletados no momento da chegada e também na saída do território europeu.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Passaporte brasileiro

Com a digitalização, o controle do tempo de permanência passa a ser feito de forma eletrônica. O sistema registra automaticamente as datas de entrada e saída, permitindo às autoridades verificar se o visitante respeita o limite permitido. Para brasileiros, as regras continuam as mesmas: é possível permanecer por até 90 dias dentro de um período de 180 dias para turismo, negócios ou visitas.

De acordo com a Comissão Europeia, mais de 45 milhões de passagens já foram registradas durante a implementação do sistema. O monitoramento também identificou mais de 24 mil recusas de entrada, em sua maioria por problemas na documentação, além de cerca de 600 casos classificados como risco de segurança.

Outra mudança prevista para quem pretende viajar à Europa é a criação do ETIAS, um sistema que exigirá autorização prévia antes do embarque, semelhante ao modelo adotado pelos Estados Unidos. No entanto, a ferramenta ainda não está em funcionamento.

A expectativa é que o ETIAS entre em vigor no último trimestre de 2026, embora a data oficial ainda não tenha sido confirmada. Até lá, o controle migratório seguirá sendo feito diretamente nas fronteiras, agora com o uso do sistema biométrico que substitui o tradicional carimbo no passaporte.

Sem anúncio no momento