O Governo dos Estados Unidos afirmou que o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan teve a entrada negada no país após autoridades identificarem supostos vínculos com pessoas suspeitas de integrar organizações terroristas. A decisão foi tomada pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) e impediu que o profissional participasse de compromissos relacionados à Copa do Mundo de 2026.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal britânico The Independent, um integrante do governo do presidente Donald Trump, sob condição de anonimato, declarou que a medida foi adotada após uma análise mais detalhada realizada pelas autoridades migratórias americanas. Segundo a fonte, durante a inspeção foram encontradas informações consideradas desfavoráveis pelas autoridades de segurança do país.
“Após uma inspeção mais detalhada pela CBP, foram descobertas informações depreciativas, incluindo associação com suspeitos de pertencerem a organizações terroristas. O governo do presidente Trump não permitirá que nenhuma ameaça à segurança entre em nosso país, ponto final”, afirmou o funcionário, segundo relatos divulgados pela imprensa internacional.
No último fim de semana, Artan revelou que passou por uma entrevista de imigração que durou cerca de 11 horas antes de receber a negativa para entrar nos Estados Unidos. O árbitro havia ganhado destaque no futebol africano após ser eleito o melhor árbitro do continente em 2025 e estava cotado para se tornar o primeiro somali a atuar em uma edição da Copa do Mundo.
Nesta quarta-feira (10), Omar Abdulkadir Artan retornou à Somália e foi recebido por apoiadores na capital Mogadíscio. Durante a recepção, ele manifestou esperança de participar de futuras edições do torneio. “Prometo que, se Deus quiser, estarei presente na próxima [Copa]”, declarou o árbitro. Segundo informações do jornal The Telegraph, Artan nega qualquer ligação com atividades terroristas.
Davi Fernandes
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