Um atentado com explosivos deixou sete pessoas mortas e cerca de 20 feridas nesse sábado (25), no departamento de Cauca, na Colômbia . A detonação aconteceu em uma rodovia e atingiu vários veículos, em uma área conhecida pela forte atuação de grupos armados.

O caso faz parte de uma série de ataques registrados desde a sexta-feira (24). De acordo com autoridades, as ações estariam ligadas a dissidentes das Farc que não aceitaram o acordo de paz assinado em 2016 e continuam operando no território colombiano.

Fue activado un artefacto explosivo en la vía Panamericana, en el sector de El Túnel, Cajibío, en un ataque indiscriminado contra la población civil que, de manera preliminar, deja 7 civiles muertos y más de 20 heridos de gravedad. Es una tragedia que nos desgarra como… pic.twitter.com/4BQ0r6CnUc — OCTAVIO GUZMÁN (@OctavioGuzmanGu) April 25, 2026

Imagens compartilhadas pelo governador de Cauca, Octavio Guzmán, mostram vítimas caídas no chão e automóveis completamente destruídos. Outros vídeos que circulam nas redes sociais revelam estragos na pista, incluindo crateras provocadas pela explosão, além de relatos de testemunhas sobre a força do impacto.

No dia anterior, uma ofensiva atingiu uma base militar em Cali, terceira maior cidade do país, deixando dois feridos. O episódio marcou o começo de uma nova escalada de violência nos departamentos de Valle del Cauca e Cauca.

Dados de 2025 indicam que ataques contra agentes de segurança e civis já vinham elevando os índices de violência ao pior patamar da última década no país. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, afirmou que reforçou o efetivo militar e policial na região como forma de tentar conter novos atentados.

A intensificação da violência ocorre às vésperas das eleições presidenciais, previstas para 31 de maio. A segurança pública aparece como um dos temas centrais do debate. O senador Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro, surge entre os nomes mais mencionados, enquanto setores conservadores citam Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia como alternativas. Os três relataram ameaças de morte em meio ao agravamento do cenário de insegurança.

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