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Internacional

Feministas cobrem estátua da República com véu islâmico em protesto

Ativistas pediram pressa para a lei que veta burca em algumas situações.

Cerca de 60 jovens militantes comemoraram antecipadamente neste sábado (6) em Paris o Dia Internacional da Mulher com dois dias de antecedência, cobrindo com um véu islâmico gigante a estátua que simboliza a República francesa, como forma de protesto.

As manifestantes, pertencentes à organização "Nem putas, nem submissas", desfilaram com cartazes que diziam "Nem véu, nem burca", "serviço público = aborto e contracepção".

Pouco depois, cobriram simbolicamente a estátua com uma burca gigante preta, para protestar contra o que consideram uma demora na votação de uma lei que proíbe o véu islâmico integral nos locais públicos.

"Queremos denunciar o intolerável, pedimos que não se enterre a questão da lei sobre a burca", declarou à AFP Sihem Habchi, presidente da "Nem putas, nem submissas".

A burca negra, de nove metros de altura, foi retirada uma hora mais tarde pela polícia.

"Quisemos chamar a atenção de todos os movimentos feministas para dizer a eles que sem laicismo não há feminismo", acrescentou a presidente da associação.

Em janeiro, uma missão parlamentar recomendou que a França se pronuncie contra o véu integral islâmico e tome medidas, mediante uma regulamentação, para proibí-lo nos hospitais, locais administrativos e transportes públicos. O governo, entretanto, ainda não se pronunciou.

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