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Internacional

Presidente do Equador chama de "crime" a morte de Kadhafi

Disse o mandatário socialista em seu relatório semanal de atividades ao se referir à captura seguida de morte de Kadhafi na quinta-feira, em Sirte, sua cidade natal.

QUITO, 22 Out 2011 (AFP) -O presidente do Equador, Rafael Correa, chamou neste sábado de "crime" a morte do líder líbio Muamar Kadhafi e criticou a intervenção estrangeira na Líbia.

"É um crime", disse o mandatário socialista em seu relatório semanal de atividades ao se referir à captura seguida de morte de Kadhafi na quinta-feira, em Sirte, sua cidade natal.

Correa afirmou que os rebeldes "capturaram vivo" o ex-ditador líbio e o executaram de maneira "sumária".

"É um crime que tenham assassinado três netos de Kadhafi, de um e dois anos de idade. É um crime e isso terá que ser investigado", acrescentou.

"Não é que defendamos o regime de Kadhafi, defendemos a soberania dos países, a não-intervenção", disse, perguntando depois: "Quando intervieram contra (o ditador chileno Augusto) Pinochet" e contra os governos militares de Argentina e Uruguai?

Kadhafi "foi capturado vivo e o executam, e há pessoas que comemoram isso. E mataram seus filhos, seus netos. Em que mundo estamos, companheiros?", disse o mandatário.

"Se o Pinochet tivesse morrido, eu estaria dizendo exatamente o mesmo, porque não é Pinochet ou Kadhafi, são os direitos humanos de todo o ser humano, por sua dignidade intrínseca, independentemente dos crimes que tenha cometido", assegurou.

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