CAIRO, Egito, 3 dez 2011 (AFP) -Os resultados de uma parte das zonas eleitorais egípcias, convocadas às urnas na segunda e terça-feira passadas, confirmam as estimativas que dão os islamitas como vencedores, informa a imprensa egípcia neste sábado.
Na cidade de Port Said, no Canal de Suez, a lista da coalizão encabeçada pela Irmandade Muçulmana obteve 32,5% dos votos, a dos salafistas de Al Nour 20,7% e a Wasat, uma terceira formação islamita, 12,9%.
O Wafd (liberal) obteve apenas 14% dos votos, enquanto que Georges Ishaq, fundador do movimento Kefaya (Basta!) e figura histórica da oposição ao regime de Hosni Mubarak, não conseguiu passar para o segundo turno.
No Mar Vermelho, localidade turística, a Irmandade Muçulmana obtém 30% dos votos, duas vezes mais que o Bloco Egípcio, uma aliança de partidos liberais, segundo o jornal governamental Al Ahram.
A comissão eleitoral indicou que não está em condições de publicar os resultados completos do primeiro turno destas maratônicas eleições legislativas, que dizem respeito a um terço dos governos administrativos do Egito, entre eles Cairo e Alexandria. Os outros devem votar nas próximas semanas.
Os resultados parciais do primeiro turno das eleições legislativas egípcias continuam chegando sábado a conta-gotas. A comissão eleitoral anunciou na sexta-feira uma taxa de participação de 62% "algo jamais visto desde os faraós", mas, mais uma vez não pode dar os resultados completos por partido desta votação, que foi realizada na segunda e na terça-feira passadas.
A comissão eleitoral assegurou que os resultados eleitorais seriam publicados na internet em pouco tempo, sem dar mais detalhes sobre as razões desta espera.
A calma em que se desenvolveu a votação e a forte mobilização dos eleitores foram atribuídas à ação dos militares no poder, mas a perspectiva de ter frente a eles um parlamento de maioria islâmica lhes impõe um grande desafio.
Diante de sua vantagem nas urnas, os salafistas multiplicavam suas declarações favoráveis a instauração de um Islã conservador.
O dirigente salafista Abdel Menm Chahat assegurou que os romances do escritor egípcio e prêmio Nobel de Literatura Naguib Mahfuz "fomentam o vício já que tratam da prostituição e da droga".
Outra personalidade da corrente sunita, Hazem Abu Ismail, considerou que é necessário "criar um ambiente para facilitar" o uso do véu e que se for eleito presidente "não permitirá que um homem e uma mulher se sentem juntos em lugar público".
Na Praça Tahir e em frente à sede do governo acampavam, na manhã deste sábado, uma centena de manifestantes que desejam manter o espírito de rebelião que imperou no começo do ano.
"Todos aqueles em quem confiávamos nos traíram, ElBaradei desapareceu e a Irmandade Muçulmana, agora que ganharam as eleições, já não estão conosco", declarou à AFP Mohamed el Asas, de 25 anos.
"Eu não votei porque ainda não vejo democracia. Os candidatos se apresentam para defender seus interesses e não os da população", declarou Mustafá Abdel Monem, um músico de 31 anos que controlava a entrada do acampamento na frente da sede do primeiro-ministro Kamal el Ganzuri.
Na cidade de Port Said, no Canal de Suez, a lista da coalizão encabeçada pela Irmandade Muçulmana obteve 32,5% dos votos, a dos salafistas de Al Nour 20,7% e a Wasat, uma terceira formação islamita, 12,9%.
O Wafd (liberal) obteve apenas 14% dos votos, enquanto que Georges Ishaq, fundador do movimento Kefaya (Basta!) e figura histórica da oposição ao regime de Hosni Mubarak, não conseguiu passar para o segundo turno.
No Mar Vermelho, localidade turística, a Irmandade Muçulmana obtém 30% dos votos, duas vezes mais que o Bloco Egípcio, uma aliança de partidos liberais, segundo o jornal governamental Al Ahram.
A comissão eleitoral indicou que não está em condições de publicar os resultados completos do primeiro turno destas maratônicas eleições legislativas, que dizem respeito a um terço dos governos administrativos do Egito, entre eles Cairo e Alexandria. Os outros devem votar nas próximas semanas.
Os resultados parciais do primeiro turno das eleições legislativas egípcias continuam chegando sábado a conta-gotas. A comissão eleitoral anunciou na sexta-feira uma taxa de participação de 62% "algo jamais visto desde os faraós", mas, mais uma vez não pode dar os resultados completos por partido desta votação, que foi realizada na segunda e na terça-feira passadas.
A comissão eleitoral assegurou que os resultados eleitorais seriam publicados na internet em pouco tempo, sem dar mais detalhes sobre as razões desta espera.
A calma em que se desenvolveu a votação e a forte mobilização dos eleitores foram atribuídas à ação dos militares no poder, mas a perspectiva de ter frente a eles um parlamento de maioria islâmica lhes impõe um grande desafio.
Diante de sua vantagem nas urnas, os salafistas multiplicavam suas declarações favoráveis a instauração de um Islã conservador.
O dirigente salafista Abdel Menm Chahat assegurou que os romances do escritor egípcio e prêmio Nobel de Literatura Naguib Mahfuz "fomentam o vício já que tratam da prostituição e da droga".
Outra personalidade da corrente sunita, Hazem Abu Ismail, considerou que é necessário "criar um ambiente para facilitar" o uso do véu e que se for eleito presidente "não permitirá que um homem e uma mulher se sentem juntos em lugar público".
Na Praça Tahir e em frente à sede do governo acampavam, na manhã deste sábado, uma centena de manifestantes que desejam manter o espírito de rebelião que imperou no começo do ano.
"Todos aqueles em quem confiávamos nos traíram, ElBaradei desapareceu e a Irmandade Muçulmana, agora que ganharam as eleições, já não estão conosco", declarou à AFP Mohamed el Asas, de 25 anos.
"Eu não votei porque ainda não vejo democracia. Os candidatos se apresentam para defender seus interesses e não os da população", declarou Mustafá Abdel Monem, um músico de 31 anos que controlava a entrada do acampamento na frente da sede do primeiro-ministro Kamal el Ganzuri.
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