O regime de Bashar Assad começou a transferir seus estoques de armas químicas dentro do território sírio, levantando suspeitas de que suas forças possam usá-las contra os opositores, segundo disseram autoridades americanas não identificadas ao jornal Wall Street Journal.
"Eles querem realizar uma limpeza étnica", disse um dos funcionários do governo americano ao jornal. A oposição é majoritariamente sunita, enquanto Assad conta com o apoio das minorias alauita e cristã. Milícias ligadas a essas religiões, conhecidas como shabiha, são suspeitas de massacres como o da cidade de Tremseh, em Hama.
Outra preocupação é com o destino do armamento caso o regime seja deposto. Uma das alternativas estudadas pelos americanos seria o uso da Jordânia para estocá-lo. O Wall Street Journal não questionou os entrevistados sobre os riscos de o arsenal não estar em segurança uma vez que o rei Abdullah da Jordânia também enfrenta protestos contra seu regime há mais de um ano e algumas consultorias de risco apostam na sua queda.
As autoridades americanas não descartam a possibilidade de o líder sírio apenas as estar escondendo das forças ocidentais e dos opositores em caso de intervenção externa. Por último, existe a chance de o regime de Damasco apenas querer transferir o arsenal para assustar os sunitas da oposição, que deixariam suas vilas com medo de ataques.
Os relatos são vistos com ceticismo e os próprios americanos preferem manter a cautela depois do fiasco na Guerra do Iraque, quando não foram encontradas as armas de destruição em massa de Saddam Hussein que justificaram a invasão.
A Síria não é signatária da Convenção de Armas Químicas e seu arsenal é um dos maiores do Oriente Médio. De acordo com o Global Security, as armas químicas da Síria estariam estocadas em cinco localidades, todas distantes de Damasco e Alepo, as duas maiores cidades do país e redutos do regime Assad.
"Eles querem realizar uma limpeza étnica", disse um dos funcionários do governo americano ao jornal. A oposição é majoritariamente sunita, enquanto Assad conta com o apoio das minorias alauita e cristã. Milícias ligadas a essas religiões, conhecidas como shabiha, são suspeitas de massacres como o da cidade de Tremseh, em Hama.
Outra preocupação é com o destino do armamento caso o regime seja deposto. Uma das alternativas estudadas pelos americanos seria o uso da Jordânia para estocá-lo. O Wall Street Journal não questionou os entrevistados sobre os riscos de o arsenal não estar em segurança uma vez que o rei Abdullah da Jordânia também enfrenta protestos contra seu regime há mais de um ano e algumas consultorias de risco apostam na sua queda.
As autoridades americanas não descartam a possibilidade de o líder sírio apenas as estar escondendo das forças ocidentais e dos opositores em caso de intervenção externa. Por último, existe a chance de o regime de Damasco apenas querer transferir o arsenal para assustar os sunitas da oposição, que deixariam suas vilas com medo de ataques.
Os relatos são vistos com ceticismo e os próprios americanos preferem manter a cautela depois do fiasco na Guerra do Iraque, quando não foram encontradas as armas de destruição em massa de Saddam Hussein que justificaram a invasão.
A Síria não é signatária da Convenção de Armas Químicas e seu arsenal é um dos maiores do Oriente Médio. De acordo com o Global Security, as armas químicas da Síria estariam estocadas em cinco localidades, todas distantes de Damasco e Alepo, as duas maiores cidades do país e redutos do regime Assad.
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