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Internacional

Brasileira se refugia em embaixada na Noruega para não perder guarda da filha

Com medo de criança de 3 anos ser levada para adoção, pernambucana recorreu ao corpo diplomático brasileiros em Oslo, capital do país

Com medo de perder a filha, a pernambucana Vitória Alves Jesumary se refugiou na quinta-feira passada, 28, na Embaixada do Brasil em Oslo com a criança, de 3 anos. A menina é procurada pelo serviço de proteção a menores da Noruega para ser levada para um programa de adoção. O Itamaraty tenta mediar uma solução.

As autoridades norueguesas optaram por retirar a criança dos pais, depois de um divórcio tenso entre a brasileira e o seu ex-marido, um chileno de nacionalidade norueguesa. Ambos brigavam pela guarda da filha. Mas, há poucos meses, o pai aceitou que a criança ficasse com a mãe, que se mudou para a Noruega há três anos.

O problema é que, agora, são as autoridades norueguesas que vetaram a guarda e pretendem realizar uma troca de família. O argumento seria que o processo de divórcio estaria afetando o crescimento da menor e o Conselho Tutelar optou por retirar de ambos os pais a guarda da criança. A mãe teria sido declarada como "não qualificada" para se ocupar da criança, enquanto se determinou que o pai está doente.

No início desta semana, a família de Vitória, de 37 anos, entregou uma carta ao senador Eduardo Suplicy pedindo uma intervenção no caso. O Itamaraty também está envolvido, garantindo plena assistência à brasileira, autorizando que ela se refugie na embaixada e buscando uma solução negociada com as autoridades.

O caso ganhou contornos dramáticos quando as autoridades foram até a casa do pai buscar a criança. Orientado pela pernambucana, que estava na embaixada em Oslo para pedir auxílio às autoridades brasileiras, ele a levou diretamente para o local. Ali, a criança não poderia ser levada pelas autoridades.

Passeata. Líderes de igrejas brasileiras em Oslo e amigos de Vitória estão organizando uma passeata pelas ruas da capital norueguesa neste sábado. O trajeto da manifestação começaria no Parlamento, justamente para pressionar contra a decisão do Conselho Tutelar. / COLABOROU LISANDRA PARAGUASSU

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