O Governo dos Estados Unidos entrou em "shutdown" nesta quarta-feira (1º) após o Congresso não chegar a um acordo sobre a aprovação do orçamento que manteria o financiamento federal. A paralisação, a 15ª desde 1981, deve provocar a suspensão de diversos serviços públicos nas próximas horas.
O ponto central do impasse envolve a área da saúde. Os democratas condicionam a aprovação do projeto à prorrogação de programas de assistência médica que estão prestes a expirar. Sem autorização para novos gastos, milhares de servidores federais serão afastados temporariamente, enquanto aqueles em funções consideradas essenciais deverão continuar trabalhando, mas sem garantia imediata de pagamento.
Os republicanos, liderados por Donald Trump, rejeitam essa vinculação e defendem que as discussões sobre saúde sejam conduzidas de forma separada do orçamento. Eles acusam os democratas de utilizar a pauta orçamentária como ferramenta de pressão política em ano pré-eleitoral, visando as disputas legislativas de 2026.
Nas redes sociais, a Casa Branca confirmou a interrupção das atividades e classificou a crise como um "shutdown democrata". Um dia antes, parlamentares dos dois partidos já haviam trocado acusações sobre a responsabilidade pelo impasse.
Rodrigo Mendes
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