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Internacional

Governo Trump autoriza operações “letais” da CIA dentro da Venezuela

A informação foi revelada nesta quarta (15) por autoridades americanas ao jornal The New York Times.

O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, autorizou a Agência Central de Inteligência (CIA) a conduzir operações secretas na Venezuela, incluindo ações de caráter letal. A informação foi revelada nesta quarta-feira (15) por autoridades americanas ao jornal The New York Times.

Segundo a reportagem, a autorização concede à CIA poderes para realizar operações clandestinas no território venezuelano e em outras áreas do Caribe. As fontes ouvidas pelo periódico afirmam que a agência poderia agir contra o ditador Nicolás Maduro e integrantes de seu governo “unilateralmente ou em conjunto com uma operação militar maior”.

Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República e Marcelo Camargo/Agência BrasilDonald Trump e Nicolás Maduro
Donald Trump e Nicolás Maduro

“O desdobramento ocorre em um momento em que as Forças Armadas dos EUA planejam sua própria possível escalada, elaborando opções para o presidente Trump considerar, incluindo ataques dentro da Venezuela”, destaca o NYT.

A ofensiva americana ocorre em meio à operação militar lançada no final de agosto no Mar do Caribe, quando Washington enviou oito navios de guerra e um submarino nuclear para a região, sob o argumento de combater o narcotráfico. Além disso, caças F-35 foram deslocados para uma base aérea em Porto Rico para reforçar as ações contra cartéis de drogas que atuam na região.

Desde o início da operação, as forças americanas realizaram diversos ataques contra embarcações no Mar do Caribe, alegando que transportavam drogas de gangues venezuelanas. Segundo a Casa Branca, 27 traficantes foram mortos nessas ofensivas.

As ações têm gerado críticas da comunidade internacional. A Organização das Nações Unidas (ONU) e organizações de direitos humanos questionam a legalidade dos ataques, enquanto o regime de Maduro classifica a iniciativa como uma “desculpa” para justificar uma possível intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela.

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