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Israel identifica corpos de mais dois reféns e ameaça retomar combates

Segundo o governo israelense, ainda faltam 19 corpos de reféns a serem recuperados.

O Instituto Nacional de Medicina Forense de Israel confirmou, nesta quinta-feira (15), que os restos mortais recuperados na noite anterior na Faixa de Gaza pertencem aos reféns Inbar Hayman, de 27 anos, e Muhamed al Atresh, de 40.

Segundo as autoridades israelenses, Hayman, última mulher ainda mantida em cativeiro, foi assassinada pelo Hamas durante o festival Nova, em 7 de outubro de 2023, e teve seu corpo levado para Gaza. Já al Atresh, sargento e rastreador de uma brigada do Exército, pai de 13 filhos, morreu em combate na manhã dos mesmos ataques.

Após a devolução dos corpos, o Hamas alegou não ter mais acesso aos demais reféns. Diante da declaração, o governo israelense reagiu com novas ameaças de ofensiva militar no enclave palestino.

Em nota, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que todos os órgãos de segurança de Israel “seguem determinados e comprometidos em trazer todos os reféns de volta para um enterro digno em sua terra natal”.

Enquanto as vítimas eram transferidas para Israel, o ministro da Defesa, Israel Katz, endureceu o tom e declarou que já ordenou às Forças de Defesa de Israel a preparação de um plano para retomar os combates e “esmagar” o Hamas, caso o grupo não cumpra o acordo de devolver os corpos restantes.

“Se o Hamas se recusar a cumprir o acordo, Israel, em coordenação com os Estados Unidos, retomará os combates e agirá para derrotar totalmente o Hamas, mudar a realidade em Gaza e alcançar todos os objetivos da guerra”, destacou o comunicado do gabinete de Katz.

O acordo previa a devolução de 20 sobreviventes e dos 28 corpos de reféns levados para Gaza durante a guerra. Segundo o governo israelense, ainda faltam 19 corpos a serem recuperados.

Em nota, o Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas afirmou que o retorno dos corpos de Hayman e al Atresh traz “um certo consolo às famílias que viveram uma incerteza agonizante por mais de dois anos”.

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